Um novo estudo publicado na revista científica JAMA aponta para uma possível associação entre o consumo moderado de café e chá e um menor risco de desenvolver demência. Apesar dos resultados animadores, especialistas sublinham que ainda não há provas de que estas bebidas tenham um efeito protetor direto.

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No New Heights Coffee Roasters, em Houston, Carlos Galan prova um novo lote de café. Bebe-o sempre da mesma forma. É um ritual diário que segue religiosamente.
“Sempre preto, sem natas nem açúcar. Tento beber apenas duas chávenas de café por dia.”
Duas chávenas por dia podem mesmo ser a medida certa. Segundo o estudo agora divulgado, o consumo moderado de chá e café pode ser diminuir o risco de demência. Os investigadores analisaram os dados de mais de 130 mil adultos ao longo de quatro décadas para avaliar a ligação entre o consumo de bebidas com cafeína e o risco de declínio cognitivo. Segundo o estudo, pessoas que bebiam duas a três chávenas de café por dia ou uma a duas chávenas de chá apresentaram um risco inferior de demência quando comparadas com quem não consumia cafeína regularmente.
Apesar de a pesquisa abrir novas pistas, os especialistas alertam para a importância de não alterar hábitos sem orientação médica.
“Para quem tem tensão alta, arrítmias cardíacas ou refluxo, o café pode não ser a melhor escolha.”
Os responsáveis pela investigação falam numa descoberta encorajadora, mas admitem que o efeito é pequeno. Por isso, para proteger as capacidades cognitivas à medida que a idade aumenta, é importante fazer exercício, alimentar-se bem e dormir as horas necessárias.
