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O inspetor-geral da Administração Interna foi à Assembleia da República explicar as graves violações de direitos a envolver agentes da PSP em Lisboa. Em especial, o caso de enorme violência na esquadra do Rato.
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O juiz desembargador Pedro Figueiredo, inspetor-geral da Administração Interna, foi ouvido esta quarta-feira na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, a pedido do PS.
Frequentemente apelidada como a “polícia dos polícias”, a Inspeção-Geral da Administração Interna abriu três processos disciplinares e um processo de inquérito aos alegados casos de tortura cometidos por agentes da polícia.
Na Assembleia da República, Pedro Figueiredo disse partilhar “a perplexidade e o horror”, sobretudo em relação ao caso da esquadra do Rato.
“Vejo com grande preocupação todos esses casos. A partir daqui é necessário agir. (…) Há coisas que têm de ser repensadas em termos da própria formação contínua dos agentes, particularmente esta atenção para uma formação no âmbito dos direitos humanos para os agentes e guardas que estão a iniciar a sua função.”
Por enquanto, avisa que estão a ser feitas inspeções sem aviso prévio a várias esquadras e que foram reforçadas as ações de formações de norte a sul do país.
“Já foram realizadas duas ações de formação em Beja e duas em Faro. Estão previstas, já para março, duas em Lisboa – nós estamos a investir em Lisboa. (…) Eu diria que é muito difícil mudar mentalidades (…), mas com estas ações de formação, conseguimos que os elementos policiais não ajam de forma discriminatória.”
