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No Estuário do Sado, há um ecossistema que está a ser danificado por âncoras e cabos de amarração. Um grupo de voluntários tem estado a ajudar a preservar este ambiente, em parceria com uma organização não-governamental.
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À superfície, o cenário é calmo, mas debaixo de água há marcas de destruição. As pradarias marinhas são fundamentais para várias espécies, tanto do ponto de vista ecológico como económico, mas estão a ser rasgadas pelo movimento constante de âncoras e cabos de amarração.
“É uma pradaria com quase 17 hectares, são 17 campos de futebol, e na qual podemos encontrar todas as espécies marinhas que existe em Portugal. (…) O que estas âncoras e os cabos de amarração dos ancoradores fazem é que raspam no fundo marinho danificando as ervas, partindo-as e também danificando as suas raízes”, explica Lia Neves, educadora marinha da Ocean Alive.
No terreno, colaboradores voluntários vestem o fato para entrar na água e mudar este cenário. Já no mar colocam as chamadas boias amigas, que fazem os cabos flutuar em vez rasparem na areia.
Com as tempestades no início do ano, o impacto direto na pradaria ainda está a ser avaliado mas a subida do nível da água, em conjunto com a diminuição da salinidade, já provocou a morte de várias espécies o que reforça a importância desta intervenção.
