Cultura

Em tempos de incerteza no Irão, quem são os principais nomes na corrida à sucessão de Ali Khamenei?


Tensão EUA-Irão

A Assembleia de Peritos, composta por 88 clérigos, será responsável por escolher o novo líder supremo por maioria simples. Entre os possíveis sucessores surgem nomes da ala conservadora, filhos de antigos líderes, e mesmo o herdeiro do xá Reza Pahlavi, que manifestou interesse em participar na transição desde os Estados Unidos.

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Para já, o Irão tem um líder interino: o aiatola Alireza Arafi. Apesar da incerteza sobre o que se segue, o conselho provisório assume o poder.

Contudo, quem escolhe o líder supremo do Irão é a Assembleia de Peritos, e, não havendo um sucessor oficial para substituir Ali Khamenei, existem clérigos seniores que são apontados como preferenciais. No entanto, também o herdeiro do xá Reza Pahlavi fez saber que pretende ter um papel nesta transição.

As imagens que as agências de notícias encontraram nos arquivos de Alireza Arafi são de um encontro com o Papa Francisco no Vaticano.

O reitor dos seminários islâmicos do Irão e um dos 12 membros do conselho de guardiães é o clérigo indicado para o conselho provisório que vai liderar o país até à escolha do sucessor de Ali Khamenei. É por isso o líder interino e entra, de alguma forma, nas perspetivas de futuro.

Por enquanto, foi seguido o artigo 111 da Constituição, que dita um poder tripartido. Ao nome do conselho de guardiães, juntam-se o chefe do poder judicial e o Presidente do Irão.

Presidente do Irão diz que vingar a morte de Khamenei é um “direito e um dever legítimo”

Foi divulgada este domingo uma mensagem televisiva de Masoud Pezeshkian em que informa que o conselho de liderança começou o seu trabalho e avisa Israel e os Estados Unidos para a vergonha pela qual hão de passar.

Pezeshkian foi eleito em julho de 2024, sendo o 6.º presidente que Ali Khamenei atravessou em 36 anos como líder supremo do Irão. Uma escolha que apenas aconteceu uma vez antes, com a morte do aiatola Khomeini, fundador da República Islâmica. Consta que foi Khomeini quem nomeou Ali Khamenei, indicado no dia seguinte à morte do seu antecessor pela Assembleia de Peritos.

Se o regime teocrático se mantiver, é a esta Assembleia de Peritos, formada por 88 clérigos, com assento por eleição, que cabe decidir a autoridade máxima do país. Por maioria simples, com 45 votos.

Se há quem veja na indicação de Arafi um sinal, também há quem note que a ala mais conservadora tem outros nomes com maior influência. Surgiu também o nome do filho de Ali Khamenei, assim como o do neto do anterior aiatola, Khomeini.

E pela hereditariedade, surge ainda o filho mais velho do xá, Reza Pahlavi, que, a partir dos Estados Unidos, num artigo no The Washington Post, disse que pretende ter um papel neste processo de transição.

De fora, há quem fale ainda da dissidente exilada em França, Maryam Rajavi, opositora ao regime aiatola e líder da organização do povo mujahedeen, que anunciou ter um plano para uma república democrática que devolva o poder aos iranianos.



SIC Noticias

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