O único detido dos suspeitos do rapto, roubo e desaparecimento do administrador de um restaurante de luxo, em Vale do Lobo, no Algarve, diz que não sabe do paradeiro, nem do estado de saúde do homem. Ao juiz de instrução criminal, esta sexta-feira à tarde, alegou que apenas deu informações sobre a vítima, a troco de um carro, de forma a que outros dois pudessem planear e executar um plano para o sequestrar e extorquir.

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Ao juiz de instrução criminal não foi capaz de dar pistas sobre o paradeiro do administrador do restaurante de luxo, desaparecido há uma semana.
O suspeito, detido pela Judiciária, saiu escondido do tribunal, com a promessa de regressar na segunda-feira para mais perguntas.
Antigo funcionário do restaurante em Vale do Lobo, terá tido um relacionamento amoroso com a vítima.
No interrogatório garantiu não saber que fim foi dado a Ricardo Claro. Alegou que, a troco de um carro, apenas deu informações que permitiram a outros dois indivíduos delinear e executar um plano para sequestrar e extorquir o homem desaparecido.
Tinha sido detido no final de quarta-feira, horas depois da Judiciária ter localizado a viatura da vítima estacionada numa rua em Olhão. Não longe dali, os inspetores viriam a encontrar as chaves, dois casacos e o telemóvel partido.
Além do homem de 39 anos detido, a PJ já terá a identidade, mas não sabe do paradeiro dos outros dois suspeitos, um deles já fora do país. A possibilidade de que outros possam ter tido parte na execução do plano não é descartada.
Ricardo foi visto pela última vez no dia 13, quando jantou com a mãe em Faro. O último sinal do telemóvel ficou registado nessa madrugada em Olhão.
No terreno, entre Faro, Loulé e Olhão, há inspetores e amigos à procura de algum vestígio do homem em zonas próximas da casa, do trabalho e do local onde a viatura foi encontrada.
