Três semanas após a passagem da tempestade Kristin, empresas e famílias na Região Centro continuam a avaliar os danos causados pelo temporal. Os prejuízos podem ascender aos seis mil milhões de euros, segundo o presidente da Estrutura de Missão ‘Reconstruir a Região Centro’.
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Os prejuízos provocados pela tempestade Kristin terão custos monumentais. Na região mais afetada, milhares de famílias e empresas continuam a fazer contas ao que perderam.
Há três semanas que esta é uma tarefa e também uma preocupação diária de Bruno Marques: retirar a água da empresa familiar.
A gráfica, com 35 anos, foi uma das empresas atingidas pela tempestade Kristin, em Albergaria dos Doze, no concelho de Pombal. Bruno Marques considera que os apoios do Estado são insuficientes para reerguer o negócio e receia fechar portas.
Em Ferreira do Zêzere, são muitos os danos numa empresa de azeite e de vinho.
Em entrevista ao jornal Público, o presidente da Estrutura de Missão “Reconstruir a Região Centro”, Paulo Fernandes, admitiu que os prejuízos podem chegar aos seis mil milhões de euros. Há milhares de empresas com danos e pelo menos 175 casas inabitáveis.
Em Leiria, os moradores ainda fazem contas às telhas que precisam para a reconstrução de telhados. É nos centros de apoio que as procuram.
O Centro Náutico de Montemor-o-Velho ficou completamente alagado. O autarca teme que não seja possível receber o Campeonato Europeu de Canoagem, agendado para junho.
Os campos agrícolas continuam submersos. A situação piorou quando rebentou o dique do Mondego, há mais de uma semana.
