Cultura

"Encaramos o futuro com apreensão": IPSS temem impacto da subida do preço dos combustíveis


Combustíveis

O aumento do preço dos combustíveis vai ter também um grande impacto nas IPSS, sobretudo do Interior do país. No distrito de Bragança, por exemplo, os consumos nestas instituições sociais são bastante superiores por causa do frio e das distâncias a percorrer.

Loading…

Com o aumento histórico dos combustíveis, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) já começaram a fazer contas ao agravamento dos custos que vão ter quer com as frotas de veículos, quer com os consumos diários das instituições.

“Encaramos o futuro com apreensão, como é normal. Temos orçamentos sempre muito limitados, as comparticipações não acompanham os custos que temos no dia-a-dia e agora com este aumento do custo dos combustíveis, claro que vamos ter que reorganizar serviços”, admite Paula Pimentel, da União IPSS do distrito de Bragança.

E são grandes os consumos de combustível destas instituições, desde logo pelas grandes as distâncias que percorrem no dia-a-dia, sobretudo nos meios rurais.

Embora já disponham de alguns veículos elétricos, a maior parte da frota ainda é movida a combustível. É o caso da Fundação Betânia, em Bragança, com sete veículos de serviço.

“Não nos preocupa apenas a frota automóvel no que respeita ao apoio domiciliário, mas sobretudo a logística do dia-a-dia. Os nosso utentes precisam de ir a consultas, de ir fazer compras, precisam de sair da instituição. E temos muitas instituições em meio rural, mais isoladas, e que também têm de se deslocar aos centros urbanos”

Os custos da interioridade agravados pelo aumento dos preços refletem-se ainda mais nestas instituições. Bragança é uma das regiões mais frias do país, onde os consumos em aquecimento a gás e energia nas IPSS são bem mais elevados.

“O equipamento térmico é a gás e isto no final do mês é uma despesa muito grande e forte no nosso orçamento mensal, e vai refletir-se também, assim como os custos com eletricidade. (…) E a seguir, vai ser o aumento gradual nos alimentos e no resto dos consumiveis, com certeza”, antecipa Paula Pimentel.

Com mais de 130 utentes, a Fundação Betânia serve diariamente 320 refeições, 30 em apoio domiciliário.

Este é apenas um exemplo das quase cinco mil instituições sociais existentes no país em que o aumento de preços dos combustíveis e energia vai ter grande impacto.



SIC Noticias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *