A Polícia Judiciária (PJ) recorreu às redes sociais para deixar um alerta às pessoas que estão à procura de emprego online, na sequência da burla intitulada “Job Scam”.
“Quando a procura de emprego é elevada, a ‘oferta’ de cibercrime dispara. Conhecer e tirar partido de necessidades e desejos mais urgentes em arranjar trabalho, ganhar dinheiro ou construir um percurso, rápido e aliciante, é a circunstância perfeita para o aliciamento criminoso”, refere a publicação.
A autoridade explica que os mais vulneráveis a esta burla são “os jovens à procura do primeiro emprego, pessoas desempregadas e pessoas impulsivas, com maior perfil de risco”.
Quanto à forma utilizada para entrar em contacto, destacam-se as mensagens de texto, WhatsApp, Telegram ou chamadas com mensagens pré-gravadas.
Como suspeitar que pode estar a ser alvo desta burla?
- Ofertas na área de vendas e marketing digital;
- Tarefas a realizar: promoção de campanhas, falsas avaliações de hotéis, aumento artificial do número de seguidores de uma página ou perfil nas redes sociais;
- Interação através de uma mensagem rápida, normalmente via WhatsApp;
- Possibilidade de investimento rentável em troca de um valor inicial;
- A tarefa de receber na própria conta bancária quantias, supostamente de clientes, para depois transferir para outros destinos, recorrendo a aplicações bancárias como o MB WAY.
A PJ explica ainda como “desmascarar uma falsa oferta”, ou seja, a pessoa deve “confirmar a existência da empresa mediante consulta ao site, verificação da morada física e contacto telefónico”.
Devo desconfiar de quê?
Ora, de acordo com esta autoridade, a pessoa deverá desconfiar das “ofertas que ‘caem no colo’ sem que tenha concorrido ou enviado o currículo, do facilitismo da oferta e urgência para que tome decisões, do pedido de dados pessoais, de trabalho bem remunerado para funções sem nenhuma complexidade, de empresa sem contactos diretos ou instalações físicas (recusa de contacto ou entrevista)”.
Ter ainda em atenção, os “pedidos para usar a conta bancária e fazer transferências de dinheiro” e, por fim, o “desaparecimento súbito quando são expressadas suspeitas”.
Para evitar este tipo de burlas, a PJ sublinha que as pessoas devem “recusar entrar em grupos desconhecidos, declinar pagamentos prévios, não partilhar informações, não clicar em links desconhecidos ou instalar programas e aplicações.” Se desconfiar de burla, de “acionar imediatamente a intervenção do banco e denunciar às autoridades”.
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