As deputadas do PS/Madeira Sílvia Silva e Sancha Campanella apresentaram uma queixa-crime contra o secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, pelas alegadas declarações ofensivas proferidas contra as socialistas durante o debate do Orçamento Regional, em junho do ano passado.
Na altura, Eduardo Jesus usou as expressões “burra do cara***” e “esta gaja” para se referir, respetivamente, às deputadas Sancha Campanella e Sílvia Silva, que alegam que os insultos atentaram contra a sua honra, dignidade pessoal e política, configurando ainda discriminação de género.
De acordo com a RTP Madeira, queixa deu entrada no Tribunal da Comarca da Madeira e visa a instauração de um processo por alegado crime de injúria agravada.
Entretanto, Assembleia Legislativa da Madeira aprovou o levantamento da imunidade parlamentar das duas deputadas para que possam depor como queixosas no âmbito do processo. Já os deputados Paulo Cafôfo, Marta Freitas e Isabel Garcês também estão autorizados a depor e serão ouvidos como testemunhas.
Recorde-se que, poucos dias após a polémica, o secretário de Turismo, Ambiente e Cultura da Madeira apresentou um pedido de desculpas à presidente da Assembleia Legislativa da região autónoma pelas expressões de linguagem que utilizou no debate na especialidade do orçamento insular.
“Venho pela presente comunicar, na qualidade de presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, a digníssima representante de todos os deputados eleitos nesta região, o meu lamento e as minhas desculpas, na pessoa de Vossa Excelência, pelo sucedido durante a discussão do Orçamento Regional/2025, na passada terça-feira”, escreveu o governante na missiva enviada à responsável do parlamento insular, Rubina Leal.
“Registo que em circunstância alguma quis ofender as senhoras e senhores deputados ou a instituição e que os meus apartes resultaram da tensão da entusiasmada discussão que normalmente decorrem no ambiente parlamentar”, diz ainda Eduardo Jesus na mesma carta enviada a Rubina Leal.
Além dos insultos descritos acima, o governante chamou deputadas de “burras” e usou outras expressões menos próprias de se utilizar num debate parlamentar. Na altura, a situação foi criticada por todos os partidos da posição que consideraram as expressões utilizadas um “insulto”, “inqualificáveis” e “lamentáveis”.
Recorde as imagens da polémica:
Segundo avançou a RTP naquela ocasião, Eduardo Jesus apelidou também o deputado Rafael Nunes, do JPP, de “bardamerdas” e “palhaço-mor”.
