Cultura

Estreito de Ormuz em alerta máximo após ameaças de Trump e resposta do Irão


Ataques Irão

Quase 48 horas depois, numa operação militar arriscada, os Estados Unidos conseguiram retirar o tripulante do F-15 que se tinha despenhado no sul do Irão.

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Mais uma vez, Donald Trump multiplica-se em declarações contraditórias: o Presidente norte-americano marcou para a próxima terça-feira o fim do prazo para que o Irão desbloqueie o estreito de Ormuz, mas, ao contrário do que tinha dito antes, já não estabelece o prazo de duas a três semanas para acabar com a guerra.

As imagens foram difundidas pela televisão iraniana e supostamente mostram o local, no sudoeste do Irão, onde, na passada sexta-feira, se terá despenhado o F-15 norte-americano com dois tripulantes.

Um terá sido logo resgatado pelas forças americanas, enquanto o outro acabou por sê-lo quase dois dias depois, numa corrida contra o tempo entre as forças dos Estados Unidos e as do Irão.

Numa operação militar arriscada, os Estados Unidos acabariam por chegar primeiro ao local onde estava, ferido, o piloto americano, prontamente celebrada nas redes sociais por Donald Trump, que escapou assim por pouco ao cenário hipotético de ter de lidar com um militar americano prisioneiro de uma guerra que conta com a oposição da maioria dos norte-americanos.

Horas depois, e com uma linguagem algo vernacular, Trump voltou às redes para ameaçar fazer explodir centrais elétricas e pontes se o Irão não reabrir o estreito de Ormuz até terça-feira. Ao Wall Street Journal recusou-se a repetir o prazo de duas a três semanas para pôr fim à guerra.

Ignorando o resgate, o Irão preferiu assinalar o facto de ter surpreendido o inimigo e abatido aeronaves com defesas antiaéreas que o presidente dos Estados Unidos acreditava ter destruído.

O presidente do parlamento iraniano, com quem Trump dava a entender estar a negociar, acusou o presidente de incendiar toda a região sob as ordens do primeiro-ministro de Israel.

Os dois países voltaram a atingir petroquímicas, aeroportos e centrais nucleares de norte a sul do Irão, que ripostou contra os países do Golfo, a quem acusa de deixar os norte-americanos usar as bases para lançar ataques contra o Irão.

Israel continua a atacar o Líbano: no sul da capital, Beirute, há registo de quatro mortos e quase quatro dezenas de feridos. No sul do país, os números dos ataques israelitas ainda são mais trágicos: sete mortos, entre os quais uma criança de quatro anos.

Ao fim da tarde deste domingo de Páscoa, quatro pessoas ficaram feridas, uma com gravidade, quando um míssil iraniano iludiu as defesas israelitas na cidade portuária de Haifa.



SIC Noticias

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