Uma investigação liderada pela Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) e pelo Centre d’Estudis Demogràfics (CED) adverte que o uso compulsivo das redes sociais prejudica o bem-estar dos adolescentes.
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A análise constitui um dos capítulos do Relatório Mundial da Felicidade divulgado esta semana pela ONU, que inclui informação de mais de 330 mil adolescentes de 43 Estados.
As conclusões indicam que o mau uso das redes sociais está associado a um mal-estar psicológico e com uma opinião negativa das condições de vida.
O problema é maior em Estados anglo-célticos (Canadá, Irlanda e Reino Unido) e menor na região do Cáucaso e Mar Negro (Arménia, Geórgia, Azerbaijão e Turquia).
A distribuição das consequências também varia conforme as desigualdades sociais.
Os adolescentes das famílias mais pobres são os mais vulneráveis.
Liderado por Pablo Gracia, o estudo dá também conta de uma deterioração geral do contexto digital dos adolescentes, de 2018 para 2022.
A investigação enquadra-se no projeto DIGINEQ, financiado pelo European Research Council, que estuda a relação entre uso digital, bem-estar adolescente e desigualdades sociais
