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O secretário de Estado, Marco Rubio, garante que não se tratou de uma operação dos Estados Unidos e que foi aberta uma investigação.
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Um incidente em águas territoriais cubanas está a aumentar a tensão entre Washington e Havana. A Guarda Costeira cubana matou quatro tripulantes de uma lancha proveniente da Flórida, alegando que os ocupantes tinham intenções terroristas e estavam fortemente armados.
Cuba fala numa agressão mercenária e terrorista. Já Marco Rubio garante que não se tratou de uma operação dos Estados Unidos e que foi aberta uma investigação.
Questionado sobre se estariam envolvidos elementos do Governo norte-americano, Rubio respondeu: “Não”.
O responsável acrescentou que não iria especular sobre o que os Estados Unidos farão, assegurando que será apurado exatamente o que aconteceu e quem esteve envolvido, antes de ser tomada qualquer decisão.
“Não vamos simplesmente aceitar o que outra pessoa nos diz”, afirmou.
A entrada da lancha rápida em águas territoriais cubanas foi detetada pela Guarda Costeira, que afirma que os ocupantes, fortemente armados, abriram fogo quando foram abordados.
No tiroteio foram mortos quatro tripulantes da embarcação e outros seis ficaram feridos. Um elemento da Guarda Costeira também foi baleado.
As autoridades cubanas apreenderam as armas e o equipamento que estavam a bordo.
Segundo a televisão estatal cubana, foram apreendidas espingardas de assalto, pistolas, engenhos explosivos artesanais, cocktails molotov, coletes à prova de bala, miras telescópicas e fardas de camuflagem.
Moscovo, que recentemente reiterou o apoio a Cuba, elogiou a atuação da Guarda Costeira e falou numa provocação agressiva dos Estados Unidos.
A tensão entre os dois países escalou depois de Washington ter apertado o embargo petrolífero à ilha e exortado Havana a chegar a um acordo. A situação humanitária tem vindo a agravar-se, com constantes apagões e escassez de medicamentos, combustível e alimentos.
