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EUA vão mesmo sair da NATO? Novo encontro entre Donald Trump e Mark Rutte pode ser decisivo


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Donald Trump vai discutir a possível saída dos Estados Unidos da NATO com o secretário-geral Mark Rutte, numa reunião na Casa Branca. O encontro surge numa altura marcada por crescentes tensões entre o Presidente norte-americano e os aliados europeus.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump recebe o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na Casa Branca, a 13 de março 2025.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump recebe o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na Casa Branca, a 13 de março 2025.

AP

A Casa Branca declarou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, vai discutir a possível saída da NATO dos Estados Unidos com o secretário-geral da organização, Mark Rutte, na reunião que desta quarta-feira na Sala Oval.

A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos “é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas” com Mark Rutte, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal.

Acrescentou que “talvez tenham a oportunidade de ouvir diretamente o Presidente após essa reunião, esta tarde”, disse aos jornalistas presentes.

Donald Trump chegou a chamar “cobardes” aos membros da NATO, a descrever a aliança como um “tigre de papel” e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização. Por isso, há grande expectativa em torno do encontro com Mark Rutte na Sala Oval.

Perante as perguntas da comunicação social a esse respeito, Leavitt insistiu na posição oficial da Casa Branca: “Tenho uma citação precisa do Presidente dos Estados Unidos sobre os Estados-membros da NATO, e vou partilhá-la convosco: ‘Foram postos à prova e falharam'”.

“E acrescentaria que é lamentável que a NATO tenha virado as costas ao povo norte-americano nas últimas seis semanas, quando é precisamente o povo norte-americano que tem financiado a sua defesa”, sublinhou, referindo-se à falta de apoio dos aliados à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Sobretudo quando o motivo invocado para a ofensiva foi a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.



SIC Noticias

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