Economia

Europa afasta-se cada vez mais dos Estados Unidos de Trump

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Ataques Irão

Os ataques israelo-norte-americanos contra o Irão parecem estar a afastar cada vez mais os Estados Unidos de Donald Trump da Europa.

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Tal como Espanha, e ao contrário do que tem feito Portugal, também a Itália proibiu o uso de pelo menos uma base militar do país por aviões norte-americanos envolvidos em ataques no Golfo Pérsico. Trump já respondeu.

Morón de la Frontera e Rota são duas das maiores bases militares espanholas, perto do Estreito de Gibraltar, utilizadas geralmente pelos Estados Unidos mediante autorização do Estado espanhol, fechadas agora a aviões e navios norte-americanos empregues em ações ofensivas contra o Irão.

A decisão espanhola, sabe-se agora, acompanha outra já antes tomada pelo governo italiano, que antes tinha proibido o uso da base de Sigonella, na ilha mediterrânica da Sicília.

Decisões de uma forma ou outra tomadas também pela França e pelo Reino Unido que deixam enfurecido Donald Trump.

Ameaças publicadas logo de manhã, poucas horas antes de Pete Hegseth regressar às conferências de imprensa, depois de 11 dias de silêncio, para ecoar as palavras de Trump.

Ignorando o facto de o Estreito de Ormuz estar aberto antes do ataque israelo-norte-americano, Hegseth também repetiu as perspetivas de um acordo avançadas na véspera por Donald Trump, tal como a narrativa de que o Irão já mudou de regime.

Pressionados pelos preços dos combustíveis, das matérias-primas, pela opinião pública, pela perspetiva de divisões internas e pela capacidade de resistência do Irão, os secretários de Trump apressam-se a garantir para breve a abertura do estreito, um bloqueio de consequências mundiais, mas talvez ainda mais para os países da região.

À Al Jazeera, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano confirmou ter recebido recados do enviado de Donald Trump para variados conflitos, Steve Witkoff, mensagens que descreve como ameaças ou então pontos de vista trocados com países amigos, que Abbas Araqchi se recusa a considerar negociações.



SIC Noticias

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