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O ex-dirigente do Chega, Nuno Pardal Ribeiro, foi condenado, esta quinta-feira, pelo Tribunal de Cascais a um ano e três meses de prisão, pelo crime de prostituição infantil. A pena fica suspensa mediante o pagamento de uma indemnização no valor de 1.200 euros.
David Brites Fernandes | CHEGA – Distrital de Lisboa
Nuno Pardal Ribeiro foi condenado por dois crimes de recurso a prostituição infantil, um consumado e outro na forma tentada.
De acordo com o Expresso, a juíza suspendeu a pena porque considerou que não ficou provado que o ex-dirigente do Chega soubesse que a vítima tinha quinze anos na altura dos factos.
Caso foi conhecido no início de 2025
Recorde-se que o caso foi conhecido no início de 2025, tendo levado à demissão de Nuno Pardal Ribeiro em fevereiro por “não reunir condições para o efeito”. À data, Nuno Pardal Ribeiro alegou, em declarações à Lusa, que “os factos que estão descritos [na acusação], alguns, ou seja, os mais graves, não correspondem à verdade”, mas recusou adiantar mais detalhes.
“Neste momento, o que menos importa é saber se eu continuarei ou não continuarei a ser militante”, apontou Nuno Pardal, referindo que a sua primeira preocupação é preservar o seu núcleo familiar e “tentar demonstrar” a sua inocência.
De acordo com procurador Manuel dos Santos, do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Cascais, citado pelo jornal Expresso, “o arguido sabia que o assistente tinha 15 anos e era sexualmente inexperiente”, praticou sexo oral com o menor e, no fim, enviou um código através do MbWay para que o adolescente pudesse levantar 20 euros.
O caso terá sido denunciado à Polícia Judiciária pelos pais do menor depois de terem tido acesso às mensagens do WhatsApp no telemóvel do filho.
De referir que a castração química de pedófilos foi uma das bandeiras defendidas pelo Chega, proposta que apresentou mais do que uma vez desde que está representado no parlamento.
