Economia

Exposição a micróbios pode ajudar a prevenir alergias respiratórias

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Saúde e Bem-estar

Segundo um novo estudo, as alergias respiratórias estão a aumentar na maioria dos países devido à poluição e aos efeitos das alterações climáticas na natureza. Os cientistas referem que a exposição pulmonar a fragmentos de micróbios induz “uma memória imunitária de longa duração que bloqueia eficazmente as reações alérgicas subsequentes durante vários meses”.

Pessoa com alergias

A investigação, liderada por cientistas do Instituto Pasteur, em França, “abre várias perspetivas clínicas na prevenção das alergias respiratórias, que estão a aumentar exponencialmente na maioria dos países devido à poluição e aos efeitos das alterações climáticas na natureza”, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

“A originalidade das nossas descobertas reside na natureza desta memória, que não está nas células do sistema imunitário, mas nas células estruturais do pulmão, os fibroblastos”, explica Lucie Peduto, investigadora do Instituto Pasteur e autora correspondente do artigo, num comunicado citado pela EFE.

Segundo os cientistas, a exposição pulmonar a fragmentos de micróbios induz “uma memória imunitária de longa duração que bloqueia eficazmente as reações alérgicas subsequentes durante vários meses”.

Resultados da experiência

Os investigadores expuseram pulmões de ratos a fragmentos de vírus ou bactérias, o que desencadeou a habitual resposta imunitária, e depois simultaneamente a um alergénio, constatando que as cobaias ficavam completamente protegidas durante pelo menos seis semanas.

Mas o estudo mostra que “a pré-exposição a fragmentos microbianos proporcionou uma proteção duradoura durante mais de três meses”.

Sem a proteção inicial, o contacto com micróbios, os ratos desenvolveram primeiro hipersensibilidade nos pulmões e, após uma nova exposição ao alergénio, “o aumento da reação alérgica foi desastroso”.

O papel essencial dos linfócitos B e T na memória imunitária é conhecido, tendo o estudo revelado que também podem ser muito importantes nas alergias respiratórias os fibroblastos, células do tecido conjuntivo, “que suporta, une e protege os órgãos do corpo”.

“Este tipo de células possui uma modificação epigenética num gene [sem que haja alteração na sequência do ADN] que bloqueia o início de toda a reação alérgica”, refere a EFE.



SIC Noticias

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