O Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP) recordou, este sábado, Fábio Guerra. O agente morreu há quatro anos, a 21 de março de 2022, após ser agredido à morta de uma discoteca na capital.
“Hoje prestamos homenagem ao Agente Fábio Guerra. Polícia, homem de coragem e dedicação, serviu a causa pública com elevado sentido de missão, honrando diariamente os valores da Polícia de Segurança Pública”, escreveu a autoridade numa nota publicada na rede social.
“Mesmo fora de serviço, guiado pelo seu compromisso inabalável com a segurança de todos, interveio em defesa da ordem pública e da integridade dos cidadãos, um reflexo claro do seu carácter e da sua entrega”, acrescentou.
A PSP sublinhou que Fábio Guerra, de 26 anos, morreu “no cumprimento daquilo que sempre foi a sua missão de vida: proteger os outros”.
A autoridade endereçou, ainda, as “mais sentidas condolências” à “família, amigos e colegas” do agente e garantiu que a “sua memória permanecerá viva”.
Fábio Guerra morreu a 21 de março de 2022 no Hospital de São José, em Lisboa, devido a “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo no exterior da discoteca Mome, em Alcântara, quando se encontrava fora de serviço.
Em outubro de 2023, o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) confirmou as penas de 17 e 20 anos de prisão dos ex-fuzileiros Vadym Hrynko e Cláudio Coimbra, respetivamente, pela morte do polícia.
Um terceiro elemento, Clóvis Abreu, foi condenado em primeira instância a 14 anos de prisão por homicídio qualificado, em novembro de 2024, depois de ter estado mais de um ano em fuga.
No entanto, meses depois, em abril de 2025, o seu advogado, Aníbal Pinto, recorreu da decisão. O Tribunal da Relação de Lisboa absolveu-o, por considerar que não ficou provado que Clóvis Abreu tenha pontapeado Fábio Guerra na cabeça.
A Relação acabou por o condenar apenas a seis anos de prisão por tentativa de homicídio e ofensas à integridade física contra outro colega de Fábio Guerra e um cliente da discoteca Mome, em Santos, Lisboa, onde ocorreram as agressões, a 19 de março de 2022.
