Dezenas de vítimas terão sofrido prejuízos que, no total, ultrapassam os dois milhões de euros. As duas mulheres suspeitas, detidas pela Polícia Judiciária, instrumentalizaram familiares para abrirem novas contas com o objetivo de “perpetuar a atividade delituosa”.

Aleksandr Zubkov
A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta quarta-feira duas mulheres, nas localidades de Valongo e Avintes, suspeitas de vários crimes de branqueamento e burla qualificada relacionados com a utilização de criptoativos. Dezenas de vítimas terão sofrido prejuízos que, no total, ultrapassam os dois milhões de euros.
“Em especial durante o ano de 2024, [as duas mulheres suspeitas] procederam de forma reiterada à abertura de dezenas de contas bancárias que utilizaram para nelas receberem quantias que as vítimas acreditavam versar sobre investimentos em criptoativos”, afirma a PJ, em comunicado enviado a SIC Notícias.
Quando tiveram as suas respetivas contas bancárias bloqueadas, as detidas, de 52 e 51 anos, instrumentalizaram familiares, nomeadamente filhos, para abrirem novas contas com o objetivo de “perpetuar a atividade delituosa”.
“A investigação apurou, até ao momento, a participação de uma das arguidas em 19 burlas. Quanto à segunda arguida, são já 31 as vítimas deste esquema fraudulento, tendo recebido mais de metade do dinheiro assim falsamente angariado”, revela a Polícia Judiciária, que apreendeu dezenas de cartões.
As duas mulheres vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.
