Apesar das atenções estarem, nesta altura, voltadas para o Irão, Israel e Líbano, a sombra da guerra continua a pairar sobre Gaza. Faltam dois dias para o fim do Ramadão, mas milhares de famílias vivem no meio de um cenário de destruição.

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As marcas da guerra são visíveis por todo o lado. Edifícios em ruínas, completamente destruídos, mas, com o Ramadão a aproximar-se do fim, o mercado de Khan Yunis reergueu-se em barracas improvisadas, paredes-meias com os escombros.
Bombons, um chocolate ou até, quem sabe, uma peça de roupa nova são o suficiente para resgatar a alegria a milhares de crianças que, por esta altura, vivem em tendas.
Não seria preciso muito, mas esse pouco é muito mais do que as famílias conseguem suportar.
Fátima e os filhos fugiram da guerra com a roupa que tinham no corpo. As tendas onde agora dormem ficam num cemitério. As crianças brincam no meio das campas onde jazem os mortos.
Por tradição, o fim do jejum é marcado por celebrações, mas quem vive na pobreza e com fome garante que não há vontade para assinalar uma das datas mais importantes do calendário islâmico.
Quase todos os dias há violações do cessar-fogo, de parte a parte, num conflito que, desde outubro de 2023, fez mais de 72 mil mortos.
