Jorge Rita foi reconduzido à presidência da Federação Agrícola dos Açores (FAA) após a eleição dos corpos sociais para o próximo triénio (2026-2029) que ocorreu em assembleia geral.
De acordo com o comunicado de imprensa, a Associação Agrícola de São Miguel continua à frente do órgão que representa as associações açorianas de agricultores, com a Associação Agrícola da Ilha Terceira, a Associação de Agricultores da Ilha do Pico, a Fruter e a Associação Agrícola da Ilha das Flores a assumirem os cargos de vice-presidência.
“O setor enfrenta várias conjunturas que requerem um esforço conjunto do movimento associativo e da governação, face à situação particularmente difícil no setor leiteiro, por via das baixas generalizadas no preço à produção”, referiu Jorge Rita.
O dirigente exigiu também a regularização da Resolução de 2025, que obriga o Governo Regional a cumprir o calendário de apoio ao funcionamento das associações de agricultores, uma vez que as Portarias que definem os montantes a serem candidatados ainda não foram publicadas.
O presidente da FAA apelou também à firmeza dos órgãos de governação da Região e do país para assegurar a manutenção do POSEI no próximo Quadro Financeiro Europeu, com uma dotação acrescida e fora dos fundos de coesão, rejeitando a dependência dos Estados-membros.
Jorge Rita alertou, por outro lado, para o agravamento das dificuldades que o setor enfrentará devido ao conflito no Médio Oriente. “É previsível um aumento dos custos dos fatores de produção, como fertilizantes e combustíveis, o que irá penalizar gravemente os agricultores”, explicou.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.
