A guerra no Médio Oriente está a prejudicar praticamente todos os negócios. É o caso da feira da Ladra, um dos mercados mais antigos e característicos de Lisboa. Os feirantes tentam aguentar o impacto, mas dizem que o lucro é cada vez menor.
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Entre lembranças, antiguidade e velharias, o preço do comércio mantém-se apesar do aumento do custo de vida. Na Feira da Ladra, em Lisboa, os feirantes gastam cada vez mais em combustível.
Há lugares que começam a ficar vagos e outros são cada vez menos ocupados. A margem de lucro é cada vez mais baixa.
“Há pessoas que já desistiram porque a rentabilidade deixou de ser conveniente para o custo”, diz um feirante.
A maioria dos visitantes são turistas e os clientes portugueses são cada vez menos. O estacionamento é escasso e caro, o que dificulta as visitas. Muitos dos feirantes acabam por levar multas todas as semanas.
A paixão pelo trabalho tornou-se o único combustível capaz de continuar a mover os feirantes. “É um gosto, gosto de comprar, vender e contactar com o público”, afirma um dos feirantes.
A Feira da Ladra remonta o século 13 e acontece às terças-feiras e aos sábados em Lisboa, no campo de Santa Clara.
