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Gina Schumacher, filha do heptacampeão mundial de Fórmula 1, Michael Schumacher, falou pela primeira vez sobre o acidente de esqui nos Alpes Franceses em 2013 que fez com que o pai se afastasse da esfera pública após uma lesão cerebral severa. A filha do lendário piloto de Fórmula 1 revela como passou esta fase difícil da sua vida.
Michael Schumacher, à direita, e os dois filhos, Mick e Gina Schumacher numa fotografia partilhada em 2024 por Gina aquando do aniversário do piloto
Gina Schumacher / INSTAGRAM
No documentário intitulado “Horsepower: The World of Gina Schumacher”, a jovem de 29 anos contou que sentiu a necessidade de se manter ativa e dedicar-se a atividades para conseguir abstrair-se do trágico acidente. Foi na equitação que encontrou a forma de superar esta fase difícil da sua vida, conta.
“Depois do acidente do meu pai, dediquei-me totalmente a isto porque tinha de fazer alguma coisa”, explica Gina Schumacher, citada pela Globo.
Gina Schumacher e o amor pelos cavalos
Desde sempre, a jovem guardava o ‘bichinho’ da equitação, mas a paixão intensificou-se após o acidente do pai, em 2013, altura em que Gina tinha 17 anos.
“Os cavalos sempre foram importantes. Mas, desde então… não conseguiria viver sem eles. Ajudaram-me a superar tudo”, afirma Gina no documentário produzido pelo canal alemão ZDF.
Ainda no documentário, Gina relembra os momentos vividos em família e a relação com os cavalos. A filha do heptacampeão conta que Corinna, a mãe, tinha também uma ligação especial com a equitação e que sempre a incentivou a voltar ao desporto.
“A minha mãe tinha um cavalo e, quando éramos mais novos, quis voltar a montar. Mas queria um cavalo dócil”, partilha, explicando que a mãe escolheu um cavalo da raça Quarter Horse após observar um a acalmar outros animais.”
Aos pais, Gina Schumacher agradece por todo o apoio e refere que sem eles não seria possível prosseguir carreira na equitação.
“Estou grata por poder fazer isto. Porque não é algo que se deva dar como garantido. Os meus pais tornaram isto possível. Por isso, sempre foi importante para mim trabalhar arduamente nesta área, para poder dar o meu melhor”, sublinha.
Corinna também aparece no documentário e revela uma previsão feita pelo piloto quando a filha tinha apenas 10 anos.
“O Michael disse-me uma vez: ‘A Gina será muito melhor do que tu. Porque é mais egoísta. Como desportista, tens de ser egoísta de certa forma. E isso é ótimo. Caso contrário, não chegas a lado nenhum’. Hoje, acredito que ele tinha toda a razão”, admite a mulher de Schumacher.
Para além da carreira na equitação, o documentário, que estreia dia 17 de abril na plataforma de streaming da emissora alemã, abre a ‘cortina’ para alguns momentos vividos pela família após o acidente marcante que afastou Michael Schumacher das aparições públicas.
O acidente de Schumacher
Há quase 13 anos, a vida do reconhecido piloto de Fórmula 1 sofreu uma autêntica reviravolta. A 29 de dezembro de 2013, Michael Schumacher sofreu um grave traumatismo cranioencefálico enquanto esquiava com o seu filho Mick, então com 14 anos, na estância de Meribel, no coração dos Alpes Franceses.
O piloto alemão esquiava fora de pista quando embateu numa pedra parcialmente coberta de neve. O impacto projetou-o para a frente e a cabeça atingiu violentamente outra rocha. Apesar de usar capacete e de a velocidade não ser considerada excessiva pelas autoridades francesas, os ferimentos cranianos revelaram-se gravíssimos.
Michael Schumacher numa conferência de imprensa para anunciar que se ia afastar da Fórmula 1 no final de 2012, em Suzuka, no Japão
Shizuo Kambayashi / AP
Após ter sido operado de urgência em Grenoble, onde ficou em coma induzido durante vários meses, a lenda de Fórmula 1 foi transferida, em 2014, para a Suíça, primeiro para um hospital em Lausana e só depois de períodos de internamento e recuperação voltou para a sua casa em Gland.
Desde então, pouco se sabe sobre Michael Schumacher, especialmente sobre sobre o seu estado de saúde. As escassas informações são, maioritariamente, divulgadas pelos familiares e amigos mais próximos, que optaram por uma postura discreta e de máxima discrição desde o acidente.
O que se sabe sobre o estado do piloto?
Em janeiro deste ano, o Daily Mail avançou que Michael Schumacher já não estava acamado e que era transportado numa “cadeira de rodas por enfermeiros e terapeutas”, parte de uma equipa médica que acompanha o piloto 24 horas por dia. As informações foram obtidas por fontes próximas do heptacampeão mundial, apesar de não terem sido confirmadas nem desmentidas publicamente.
No ano passado, Felix Gorner, jornalista que acompanha de perto a família de Schumacher, escreveu que o piloto precisava de cuidados constantes e que dependia totalmente da equipa que o assistia. Num artigo para a estação alemã RTL, a jornalista relatou que Schumacher não conseguia falar.
