Agronegócio

FIPA alerta para risco de asfixia do setor e exige medidas urgentes


A Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA) manifesta a sua preocupação face ao atual contexto de abrandamento económico, agravado pela instabilidade nos mercados internacionais, alertando para a necessidade de adoção de medidas urgentes que permitam mitigar a crescente pressão sobre os custos de produção.

Em declarações à SIC Notícias, o presidente da FIPA, Jorge Tomás Henriques, destacou a importância de uma resposta célere por parte das autoridades, sublinhando que a mitigação dos encargos suportados pelas empresas deve assumir caráter prioritário. “É imperativo agir rapidamente”, afirmou.

A FIPA salienta que o setor agroalimentar se encontra entre os mais impactados pela volatilidade dos preços da energia, em particular do gás natural, um recurso estratégico para a indústria. As oscilações registadas comprometem a previsibilidade das operações e condicionam o planeamento das empresas. A este contexto acrescem os elevados custos dos combustíveis, com impacto direto na cadeia logística e reflexos ao nível do consumidor final.

Adicionalmente, a Federação chama a atenção para o agravamento do diferencial competitivo face a outros mercados, nomeadamente o espanhol. A maior capacidade instalada da indústria do país vizinho tem vindo a potenciar a captação de matéria-prima nacional para transformação e posterior reexportação, intensificando a pressão concorrencial sobre o tecido empresarial português.

Neste enquadramento, a FIPA identifica três prioridades de intervenção: a redução da taxa de IVA aplicável aos produtos alimentares, atualmente fixada nos 23%, bem como o alívio da carga fiscal sobre os consumos energéticos; a agilização dos processos de decisão, assegurando a efetiva chegada dos apoios às empresas; e a implementação de uma estratégia consistente de valorização da indústria transformadora, que vá além do enquadramento teórico europeu.

A FIPA reafirma, por fim, o seu compromisso na defesa de um setor que considera um pilar fundamental da economia nacional, apelando à adoção de políticas públicas alinhadas com o esforço de resiliência e competitividade das empresas.

Fonte: FIPA



AgroPortal

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