Portugal está a preparar o envio de 200 militares para a República Centro-Africana, onde, desde 2017, o exército português tem uma das mais desafiantes missões internacionais. A SIC acompanhou, em exclusivo, a ação de preparação que decorre no campo militar de Santa Margarida. (Créditos foto: Santiago Anacleto | Wings & Warfare)
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A Força de Intervenção Rápida dos Comandos é chamada a intervir nos contextos mais adversos e, por isso, o treino não admite falhas.
Durante a tomada de assalto de um acampamento, é usada a força máxima. A eliminação de homens armados que garantiam o perímetro de segurança a este ponto de tráfico de armas começou momentos antes, com o apoio de um helicóptero. Atiradores especiais dos comandos do exército português fazem tiro de precisão.
Em terra, cada pormenor conta para o sucesso da missão. O planeamento foi estrategicamente montado com recurso a informação recolhida por uma aeronave não tripulada.
O cenário foi preparado respeitando as condições mais próximas do ambiente que espera estes militares na República Centro-Africana.
Com as ameaças eliminadas, começa a retirada de um ferido durante a missão. Todos os militares são chamados a intervir neste exercício de treino, que faz parte do aprontamento da 19.ª Unidade de Reação Rápida do exército português, que será enviada para a República Centro-Africana.
São cerca de 200 militares de várias especialidades, sendo os comandos a principal força.
Desde 2017, Portugal mantém um forte contingente neste país africano. A missão confiada ao exército português funciona como um último reduto da força de manutenção de paz das Nações Unidas.
Por ser o grupo mais diferenciado de todas as forças internacionais destacadas, cabe aos comandos portugueses resolver as maiores ameaças quando as restantes forças não conseguem. O perigo é real e não há margem de erro.
Créditos foto: Santiago Anacleto | Wings & Warfare
