O Presidente francês garante que o país não vai participar em operações destinadas a desbloquear o Estreito de Ormuz, mas admite participar em escoltas de petroleiros no futuro. Desta forma, contradiz Donald Trump, que ainda na segunda-feira afirmou a hipótese como quase certa, atribuindo a Macron uma uma nota de “8 em 10” pelos esforços no processo.

Loading…
“Não fazemos parte deste conflito e, nesse sentido, a França nunca participará em operações destinadas a abrir ou libertar o Estreito de Ormuz no contexto atual. Por outro lado, estamos convencidos de que, e utilizo deliberadamente esta palavra num sentido lato, assim que a situação acalmar e assim que cessarem os bombardeamentos, estaremos preparados, juntamente com outras nações, para assumir a responsabilidade pelo sistema de escolta“, afirma Emmanuel Macron, no início de um Conselho de Defesa no Palácio do Eliseu.
Macron acrescenta que isso implicará também discussões, nomeadamente com o Irão.
Desta forma, recusa categoricamente o pedido do homólogo norte-americano, Donald Trump, para os aliados se juntarem a Washington na segurança da passagem.
Após os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, iniciados a 28 de fevereiro, Teerão anunciou que o estreito ficaria encerrado para os países inimigos.
Trump tem ponderado escoltar os petroleiros no estreito de Ormuz para restabelecer o fluxo de petróleo e na segunda-feira ameaçou mesmo os aliados europeus caso estes não se juntassem aos Estados Unidos.
