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Situação aconteceu em Pombal, onde um deslizamento de terras, duas semanas depois da tempestade Kristin, provocou danos irreparáveis na habitação.
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Em Pombal uma derrocada destruiu uma casa onde um casal vivia há mais de 50 anos. É este mais um exemplo de quem perdeu tudo graças à tempestade que afetou em especial a zona de Leiria.
Esta situação aconteceu com um casal de Covas da Cumieira, que viu um deslizamento de terras, duas semanas depois da tempestade Kristin, provocar danos irreparáveis na habitação onde viviam há mais de meio século.
Aos 73 anos, Jorge Mota, viu a vida a mudar drasticamente. Este homem cresceu e viveu sempre nas Covas da Cumieira, mas duas semanas depois da tempestade Kristin foi obrigado a sair de casa.
Durante mais de 50 anos, o número 22 foi a morada de Jorge e da mulher, mas quando a terra cedeu, após um deslizamento de terras, deixou marcas profundas.
As paredes, que deveriam garantir segurança, são agora prova de instabilidade, com fissuras superficiais a darem lugar a fendas profundas, que atravessam o tijolo e o betão e são tao largas que até é possível ver a rua.
É uma situação muito triste, nem tenho palavras para dizer. Gostava que o Governo me ajudasse. Levámos roupas, eletrodomésticos e o gato também”, relatou Maria de Lurdes, uma das proprietárias.
Sérgio Mota, o filho do casal, explicou que o poço despareceu, levando a crer que tudo estaria a voltar ao normal, mas depois tudo mudou.
“Passados alguns dias começaram a aparecer as fissuras nas estradas e depois começou aqui em casa. Nunca imaginámos viver um desastre desta dimensão”, confessou o filho.
Apesar do perigo, estes moradores continuam para já a voltar, uma vez que “há animais para cuidar”, explicou a mãe do casal, acrescentando que não os pode “deixar morrer”.
Tendo em conta o efeito das derrocadas nas estradas, o acesso à casa apenas é possível que seja feito a pé.
Jorge e Maria de Lurdes vivem por agora com o filho até conseguirem uma solução permanente, porque esta casa, um projeto de vida onde tantas memórias foram criadas, em breve passará a ser apenas lembrança, uma vez que não há outra saída que não a demolição.
