Portugal

Governo aconselha a adiar viagens para Cuba até que "situação estabilize"


O Governo, através do portal das Comunidades Portuguesas do ministério dos Negócios Estrangeiros, recomendou aos portugueses que tencionam ou vão viajar para Cuba para não se deslocarem ao país, tendo em conta a “imprevisibilidade e risco de agravamentos das condições atuais”.

Numa nota atualizada no dia 13 de fevereiro, o Governo deixou claro que, embora os conselhos não tenham “natureza vinculativa” e funcionem “apenas como indicações”, “nem o Estado Português, nem as representações diplomáticas e consulares, poderão ser responsabilizadas pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes”

Desde logo, é mencionada a escassez de combustível que se tem vindo a agravar desde o início do ano. “A 7 de fevereiro, as autoridades cubanas começaram a anunciar uma série de medidas de emergência, por tempo indeterminado, com intuito de reduzir o consumo energético e de combustível”, refere.

“Tais medidas abrangem todos os setores e poderão afetar o funcionamento de serviços em áreas relevantes para os viajantes, como os cuidados de saúde, os transportes, o abastecimento de água e eletricidade, as comunicações, o comércio e restauração”, alertando “para o encerramento temporário de algumas unidades hoteleiras e possíveis disrupções nos voos, deslocações, excursões e atividades recreativas”.

Tendo em conta a “imprevisibilidade e risco de agravamento das condições atuais, aconselha-se os viajantes a considerar o adiamento de deslocações não indispensáveis a Cuba até que a situação estabilize”.

No entanto, caso os viajantes decidam realizar a viagem “devem manter-se informados através de fontes oficiais e dos respetivos operadores turísticos e companhias aéreas”. 

Miguel Quintas, presidente da Associação Nacional de Agências de Viagens, disse ao Notícias ao Minuto que os passageiros com viagem marcada para Cuba até à primeira semana de abril estão a ser aconselhados a mudar o destino. O Governo também já disse estar preocupado com a situação.

Beatriz Vasconcelos | 07:55 – 13/02/2026

Os avisos

O Governo alerta também que, “devido às fragilidades do sistema de produção e distribuição de energia, os cortes de eletricidade são muito frequentes em Cuba”.

De notar que, desde o dia 18 de outubro de 2024, “têm ocorrido, ocasionalmente, quebras do sistema elétrico a nível nacional, afetando todo o país em simultâneo durante alguns dias, com consequências também a nível do abastecimento de água, gás e acesso a combustível”, o que acaba também por afetar vários hotéis e restaurantes, assim como hospitais.

Há ainda a destacar a situação epidemiológica, uma vez que “têm-se registado em Cuba surtos de vários vírus transmissíveis através de mosquitos”, tal como chikungunya e dengue, e ainda “vírus transmissíveis por outras vias, como o da Hepatite A“.

O Executivo, note-se, aponta a importância de realizar a Consulta do Viajante antes de viajar para este país da América Latina. 

Por fim, há ainda que ter em conta que os estabelecimentos comerciais serem “menos numerosos e com uma variedade de produtos “muito mais limitada do que em Portugal”. Por exemplo, “a disponibilidade de medicamentos é extremamente escassa em todo o país”. 

De realçar ainda que o levantamento de dinheiro em caixas multibanco “é bastante difícil e limitado”.

Governo acompanha com “atenção e preocupação” a situação em Cuba

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros afirmou que o Governo acompanha com atenção e preocupação a situação de Cuba.

“A questão de Cuba é acompanhada por nós com muita atenção e também com preocupação, evidentemente”, disse Paulo Rangel, quando questionado pelos jornalistas no dia 12 de fevereiro.

“Portanto, há trabalho em curso e, nesse sentido, diria que é um acompanhamento muito perto, mas não quero dizer mais nada, porque não devo dizer mais nada”, explicou.

Governo acompanha com

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros afirmou, no Porto, que o Governo acompanha com atenção e preocupação a situação de Cuba, que está a sofrer as consequências da suspensão das entregas de petróleo da Venezuela.

 Lusa | 06:26 – 12/02/2026



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