Correspondente SIC
O ex-príncipe André foi detido e libertado na quinta-feira depois de 11 horas de interrogatório, no caso Epstein. Andrew Mountbatten-Windsor também é suspeito de transmitir informações do Governo ao abusador de menores que morreu na cadeia em 2019.
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No Reino Unido, há mais uma ‘cabeça que rola’ na sequência dos ficheiros Epstein. Depois do ex-príncipe André, detido e libertado na quinta-feira, agora foi a vez de Peter Mandelson. O ex-embaixador britânico em Washington foi detido, esta segunda-feira à tarde, também por suspeitas de má conduta em cargo público.
Eram 16:30 desta segunda-feira quando a polícia entrou em casa de Peter Mandelson, no Norte de Londres. O ex-embaixador do Reino Unido em Washington foi levado pelos inspetores num carro branco para uma esquadra no centro da capital britânica.
Mandelson é suspeito de má conduta em cargo público.
Peter Mandelson tem estado no centro da tempestade política causada pelos ficheiros Epstein no Reino Unido e que já levaram à demissão do chefe de gabinete do primeiro-ministro.
Morgan McSweeney não resistiu à pressão de ter sido quem aconselhou a escolha do embaixador. Acabou por servir de bode expiatório e, assim, contribuir para a sobrevivência de Keir Starmer.
Já o ex-príncipe André representa o outro lado do impacto de Epstein no Reino Unido. O irmão do rei foi detido e libertado na quinta-feira depois de 11 horas de interrogatório.
Andrew Mountbatten-Windsor também é suspeito de transmitir informações do Governo ao abusador de menores que morreu na cadeia em 2019.
O Governo britânico está agora a ponderar introduzir legislação para retirar o ex-príncipe André da linha de sucessão ao trono. A avançar, a legislação tem de ser aprovada pelo Parlamento britânico e pelos outros 14 países da Commonwealth, onde o rei é chefe de Estado. A Austrália é o primeiro país a confirmar oficialmente que não se opõe.
