Face à crise energética, as autoridades cubanas ordenaram uma série de medidas de emergência que podem, alerta o Governo português, afetar o funcionamento de serviços essenciais.
Norlys Perez/REUTERS
O Governo português está a aconselhar o adiamento de todas as viagens “não indispensáveis” a Cuba face à situação de crise energética que a ilha enfrenta e que levou já ao encerramento de vários hotéis.
“Face à imprevisibilidade e risco de agravamento das condições atuais, aconselha-se os viajantes a considerar o adiamento de deslocações não indispensáveis a Cuba até que a situação estabilize”, pode ler-se.
As autoridades cubanas ordenaram uma série de medidas de emergência face à escassez de combustível. Estas medidas, alerta o Governo português, poderão afetar o funcionamento de serviços como cuidados de saúde, transportes, abastecimento de água, eletricidade, comunicações e comércio.
“Adverte-se ainda para o encerramento temporário de algumas unidades hoteleiras e possíveis disrupções nos voos, deslocações, excursões e atividades recreativas.”
São, por isso, desaconselhadas quaisquer viagens “não indispensáveis”. Ainda assim, o Governo recomenda, nos casos em que não seja possível adiar as viagens, o registo na aplicação “Registo Viajante” e a contratação de um seguro de viagem abrangente, “que cubra situações de evacuação médica e de cancelamento ou interrupção de viagem”.
Na semana passada, o governo de Cuba iniciou o encerramento de alguns hotéis e a transferência de turistas para outras unidades, como parte de um pacote de medidas para enfrentar a crise energética e as limitações de combustível.
Os hotéis afetados estão localizados sobretudo em Varadero e no norte da ilha, abrangendo unidades de cadeias como as espanholas Meliá e Iberostar e a canadiana Blue Diamond.
A crise atual resulta de uma combinação de fatores, nomeadamente sanções dos Estados Unidos, impacto da pandemia de covid-19, limitações energéticas e económicas, e redução de voos internacionais.
