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Governo prepara apoio para casas destruídas pelas tempestades


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Há, pelo menos, 170 famílias desalojadas ou deslocadas, que podem vir a beneficiar desta ajuda, que deverá ser anunciada na próxima semana.

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O Governo está a trabalhar num novo programa de apoios para a reconstrução das casas que ficaram totalmente destruídas e que precisam de obras muito avultadas. Há, pelo menos, 170 famílias desalojadas ou deslocadas, que podem vir a beneficiar desse apoio, que deverá ser anunciado na próxima semana.

Três semanas depois de uma das tempestades mais devastadoras de que há memória, ainda há muitos danos por calcular. Quem está no terreno a fazer essa contabilização percebe que é preciso ir mais longe nos apoios do estado.

Paulo Fernandes, da Estrutura de Missão de Reconstrução da Região Centro, refere que entre desalojados e pessoas deslocadas estão cerca de 500 pessoas, que representam próximo de 175 famílias diferentes.

“Fomos verificar que muitas das situações são casas que foram mais severamente afetadas, sem condições de habitabilidade, e começámos a desenhar um programa orientado para esse conjunto de famílias”, referiu.

O novo programa de apoios está a ser desenhado com o Ministério da Coesão e das Infraestruturas e Habitação, sendo que o anúncio deverá ser feito na próxima semana. Para já, o apoio que existe para a reconstrução tem o limite de 10 mil euros, em habitações permanentes, próprias ou arrendadas.

Até ao momento 12.625 pessoas já se candidataram e foram pedidos 75 milhões de euros, estando a média em quase seis mil euros por pedido.

O financiamento também pode ser dado a quem tem seguro, mas o Governo só comparticipa a despesa que não é coberta por essa indemnização.

Leiria é o concelho com mais candidaturas. Além dos danos na construção, o vento forte também destruiu o fornecimento de energia.

Em declarações à SIC, o presidente da Câmara Municipal de Leiria fala na reparação mais longa de sempre no país.

“Para empresas como a E-REDES, com património de soberania, tem de haver mais controlo, parece que são intocáveis”, realça Gonçalo Lopes.

Já sobre apoios à perda de rendimentos, que é, no máximo, de 537 euros por pessoa, há mais de três mil pedidos, sendo que a Segurança Social já avaliou metade.

Quanto às empresas, foram feitas mais de quatro mil candidaturas à linha de crédito para tesouraria, num total de 905 milhões de euros. No caso do lay-off há uma centena de pedidos que abrangem mais de 800 trabalhadores.

A agricultura e a floresta também registam enormes prejuízos. Os mais de 5 mil pedidos de apoio mostram que os danos já representam, pelo menos, 369 milhões de euros.

Todos estes apoios podem ser pedidos online, nos sites das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regionais e junto das câmaras municipais, juntas de freguesia ou nos balcões de atendimento instalados nos municípios mais afetados.



SIC Noticias

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