A greve dos mediadores culturais da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) está a decorrer esta segunda-feira para exigir a integração destes trabalhadores nos quadros da instituição. A greve inclui ainda uma manifestação junto à sede do Governo, às 15h.
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Centenas de pessoas fizeram fila na manhã desta segunda-feira à espera da abertura da loja da AIMA nos Anjos, em Lisboa. Vários serviços de atendimento fecharam na sequência da greve nacional dos mediadores culturais.
Artur Sequeira, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTPS), afirma que a responsabilidade da situação recai sobre o Governo.
“O constrangimento que se sente neste momento é o atendimento encerrado. O único culpado desta situação é o Governo, é a tutela da AIMA, porque não resolve um problema reivindicado pelos mediadores socioculturais subcontratados em IPSS na AIMA”, afirma Artur Sequeira.
Os mais de 200 mediadores culturais subcontratados reivindicam a integração nos quadros da instituição, que acusam de recorrer a vínculos precários para funções permanentes.
“Estes trabalhadores querem só ser integrados no quadro e ser tratados como trabalhadores em regime de função pública que é aquilo que devem ser porque fazem uma função de carácter permanente”, explica o dirigente da FNSTPS.
Para além do encerramento dos serviços, a greve dos mediadores culturais abrange uma manifestação, marcada para as 15h desta segunda-feira, junto à sede do Governo.
No protesto, os “mediadores vão denunciar esta situação, aprovar uma revolução e vão querer ser recebidos pelo Governo para entregarem esta moção e agendarem reuniões para que hajam soluções, que passam pela abertura de concursos por tempo indeterminado para que estes trabalhadores entrem no quadro da AIMA”, acrescenta Artur Sequeira, que considera que “a AIMA não funciona”.
