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O primeiro ataque do Irão a instalações de produção de petróleo e gás, em vez de se limitar a refinarias, terminais e locais de armazenamento, fez disparar o preço do barril de petróleo para acima dos 100 dólares. Na abertura dos mercados, na manhã desta terça-feira, registou-se uma subida de 4%.
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Cerca de 20% do petróleo mundial encontra-se retido no Golfo Pérsico, sem possibilidade de escoamento, e nem a libertação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas conseguiu travar a escalada dos preços da gasolina e do gasóleo, que já ultrapassam os níveis verificados há quatro anos, no início da guerra na Ucrânia.
Também o gás natural acompanha esta tendência de subida. A cotação de referência para Portugal aumentou quase 3%, atingindo os 52 euros por megawatt-hora, quando antes do conflito rondava os 30 euros.
Em Bruxelas, estão a ser preparadas medidas de apoio. António Costa, presidente do Conselho Europeu, afirmou: “É um momento dramático e desafiante para a ordem internacional baseada em regras. Apelamos à Comissão Europeia que apresente um pacote de medidas temporárias destinadas a fazer face a este aumento dos custos de energia.”
Embora Portugal e a Europa não dependam diretamente do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz, ao contrário do que sucede com o gás natural, as consequências fazem-se sentir pela força da globalização.
Em Espanha, as grandes petrolíferas estão já em negociações com o governo de Pedro Sánchez para definir um plano de emergência que permita travar ou mitigar a subida dos preços.
