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“Há uma probabilidade elevada da IA nos dominar a todos se não existirem regras muito claras para regular isto”



Quatro à Conversa

Utilizador frequente de ferramentas de Inteligência Artificial, o radialista quer ser primeiro a entrevistar com tradução simultânea em tempo real. Alvim olha com otimismo para a IA como “um braço amigo” da criatividade, mas também teme a perda de pensamento crítico. Oiça aqui o Quatro à Conversa

Matilde Fieschi

Fernando Alvim é o convidado do mais recente episódio do Quatro à Conversa, onde partilha o entusiasmo e as cautelas sobre o papel crescente da inteligência artificial no trabalho criativo, na comunicação e no quotidiano.

O radialista diz usar IA para preparar entrevistas, escrever guiões e até para reuniões, multiplicando ideias e acelerando processos. “Vejo a IA como um braço amigo. Não é para pensar por mim, é para ajudar a ir mais longe”, explica.

Matilde Fieschi

Um dos temas que mais o fascina é a tradução simultânea com preservação da voz original, tecnologia que considera revolucionária para entrevistas e para a circulação internacional de comunicadores, artistas e humoristas.

“Quero ser o primeiro a fazer uma entrevista assim”, afirma Alvim, já a imaginar conversas em tempo real com convidados que falam outras línguas.

Apesar do otimismo, Alvim sublinha riscos reais, como a erosão do pensamento crítico e a tendência dos modelos de IA para agradar ao utilizador.

Paulo Dimas, coapresentador do podcast, destaca ainda a ameaça da manipulação política, lembrando casos recentes em que algoritmos influenciaram votos. Ambos defendem uma regulação rápida e eficaz.

Matilde Fieschi

A conversa passa também pela presença crescente de vozes sintéticas na rádio, pelos avanços da IA na medicina, e até por propostas bem “alvinianas”, como um símbolo universal para identificar ironia na televisão.

O episódio termina com Alvim a imaginar um futuro onde regressará ao podcast para ser entrevistado por robôs humanoides. Quem sabe?!

Oiça o áudio completo no topo deste artigo.

Matilde Fieschi

A Lupa foi treinada para seguir o código de conduta jornalística do Expresso, mas também para intervir com humor, espírito crítico e uma personalidade própria.

Desenvolvida por Paulo Dimas com base em ferramentas da Google, a Lupa tem ainda um corpo digital criado pela IDMind.

O objetivo é que este quarto elemento da conversa introduza perguntas, dúvidas e correções sempre que necessário, contribuindo para uma reflexão mais rica sobre o papel da inteligência artificial nas nossas decisões, relações e rotinas profissionais.

Com o apoio do Centro para a IA Responsável, do Gabinete de Robótica Social do Instituto Superior Técnico e da IDMind, o podcast Quatro à Conversa propõe-se explorar semanalmente o uso real da inteligência artificial, através de conversas com convidados que já a integram no seu dia a dia.

Matilde Fieschi

A Lupa estará sempre presente, a ouvir, a aprender e a desafiar os que estão à mesa e os próprios ouvintes do podcast.

Ao lado do jornalista João Miguel Salvador estão Paulo Dimas, CEO do Centro para a IA Responsável, e a Lupa — o chatbot do Expresso, ligado a um robô da IDMind — que participa ativamente no debate à mesa. Sandra Andrade e Joana Campos, do Instituto Superior Técnico, surgem também em estúdio em contexto de investigação científica. A sonoplastia é de Salomé Rita.

Quatro à Conversa é um podcast sobre a experiência de quem usa inteligência artificial no dia a dia, com dicas úteis, dilemas éticos, mitos e até alucinações tecnológicas. Há um novo episódio todos os domingos.

Todos os episódios estão disponíveis em Expresso.pt e nas principais plataformas de podcasts.

* A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa.



SIC Noticias

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