Um homem de 52 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por ser o “presumível autor dos crimes de burla qualificada e de burla simples”, em Braga. Segundo a autoridade, o suspeito fingia ser um agente da polícia para ganhar a confiança de mulheres e uma das vítimas foi lesada em cerca de 60 mil euros.
Em comunicado, enviado às redações esta sexta-feira, a PJ indicou que os crimes ocorreram ao longo de 2025 e 2026, sendo que homem “apresentava-se, na rede social, como agente da PSP” e começava a conversar com “mulheres de meia-idade, algumas delas com fragilidades a nível afetivo e de relacionamento”.
Depois de ganhar a confiança das vítimas, “combinava encontros, tendo chegado mesmo a coabitar com algumas das mulheres”.
“Ao longo de mais de um ano, o suspeito estabeleceu uma relação afetiva com uma mulher que se estava a divorciar, conseguindo conquistar a sua confiança”, explicou a PJ.
O suspeito “prontificou-se” para ajudar a mulher no “processo de divórcio e afirmou que a sua filha era advogada. Assim, “acabou por fazer a vítima crer que, dada a sua intervenção e a da filha, o processo de divórcio estaria a correr de forma célere, disponibilizando-se ainda para a ajudar nas partilhas, o que resultou num lucro ilícito de cerca de 25 mil euros”, que, segundo o próprio, teria como “destino o pagamento dos bens partilhados, designadamente a casa de morada de família”.
Além disso, o falso polícia convenceu a mulher que o seu dinheiro e objetos de valor “estariam em segurança consigo”.
O homem inventou, ainda, que sofreu um “grave acidente de trabalho, situação que implicou o seu internamento em clínica privada, o que levou a vítima a entregar-lhe vários milhares de euros para fazer face a essa suposta despesa”.
Durante a investigação, a PJ recolheu provas que evidenciam que o “suspeito apresentou-se como elemento policial a diversas mulheres, das quais obteve enriquecimento ilícito, sendo por isso de supor a existência de várias vítimas”.
Numa outra situação, o homem chegou a apresentar-se como militar da GNR e conseguiu cobrar cerca de 600 euros a uma mulher, para “facilitar questões relacionadas com contraordenações e legalização de uma viatura, verba da qual também se apoderou”.
O detido sem ocupação profissional fixa será presente, amanhã, sábado, à autoridade judiciária para primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação.
