A Grécia já declarou estar disponível para ajudar a defender o Chipre. Segundo avançou o Ministério da Defesa grego, Atenas vai enviar duas fragatas e dois caças para reforçar a proteção da ilha.
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Dois drones não tripulados foram intercetados esta manhã quando se dirigiam à base aérea britânica de Akrotiri, no Chipre. A instalação já tinha sido alvo de um ataque com drone na noite passada, o primeiro incidente do género desde 1986. O Governo cipriota confirmou os acontecimentos e reforçou a gravidade da situação.
Em direto de Londres, o correspondente da SIC, Emanuel Nunes, explicou que o ataque da noite anterior foi confirmado pelo Governo britânico.
“Foi um ataque com drone não tripulado à pista. Não podemos, para já, avançar mais detalhes, mas todas as medidas de precaução estão a ser tomadas”, afirmou a ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, citada por Emanuel Nunes.
A base de Akrotiri, apesar de situada em território cipriota, é uma área sob soberania britânica, o que reforça a dimensão estratégica do incidente. Esta manhã, com a interceção de mais dois drones, os alarmes voltaram a soar na instalação militar. A escalada levou também à evacuação do aeroporto de Pafos.
Na sequência da tensão, a companhia aérea EasyJet anunciou o cancelamento de todos os voos para o Chipre.
Grécia já declarou estar disponível para ajudar
A Grécia já declarou estar disponível para ajudar a defender o Chipre. Segundo avançou o Ministério da Defesa grego, Atenas vai enviar duas fragatas e dois caças para reforçar a proteção da ilha.
O Presidente cipriota confirmou que o ataque ocorreu por volta da meia-noite e sublinhou que o país não tem qualquer participação no conflito em curso. Reiterou ainda que é fundamental manter a neutralidade do Chipre, numa altura em que a instabilidade no Médio Oriente ameaça alastrar a novas frentes.
Este foi o primeiro ataque à base de Akrotiri desde 1986, quando a infraestrutura foi atingida por rockets atribuídos a um grupo líbio.
Trump diz estar “dececionado” com Keir Starmer
Entretanto, em Londres, a crise ganhou também contornos diplomáticos. O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou estar “dececionado” com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, por considerar que o Reino Unido demorou demasiado tempo a autorizar a utilização de bases britânicas pelos Estados Unidos.
Como explicou Emanuel Nunes, durante semanas discutiu-se a possibilidade de Washington recorrer a infraestruturas militares britânicas caso avançasse para ações contra o Irão. No entanto, a autorização, considerada “estratégica para as operações da Força Aérea norte-americana”, só foi confirmada por Keir Starmer no domingo, o que levou Donald Trump a manifestar desagrado com a demora.
