Economia

Intervenção da China terá sido determinante para acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão

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Ataques Irão

Foi acordada uma pausa de duas semanas nos ataques entre o Irão, Israel e os Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano quando faltava uma hora para terminar o prazo dado pelo próprio para um acordo de cessar-fogo. Numa declaração condenada pela comunidade internacional, Trump chegou a ameaçar exterminar uma parte da humanidade.

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A promessa tinha sido clara: Donald Trump iria abrir caminho à “morte” de uma “civilização inteira” no Irão, caso o estreito de Ormuz não fosse reaberto. A uma hora do fim do prazo dado para o Irão ceder, o presidente dos Estados Unidos anunciou a suspensão dos ataques ao país durante as próximas duas semanas.

A decisão surge depois de horas de negociações, das quais resultou uma proposta com 10 exigências do Irão, entregues aos Estados Unidos.

Entre essas exigências estão a garantia de que o Irão não será novamente atacado, o fim da guerra e dos ataques no Líbano, o levantamento das sanções norte-americanas contra o Irão e o fim dos combates regionais contra aliados iranianos.

Está ainda prevista a reabertura do estreito de Ormuz, com a imposição de uma taxa de dois milhões de dólares por navio em trânsito, a dividir com Omã, incluindo a garantia de passagem segura e a aplicação de taxas para a reconstrução de Ormuz.

Trump afirma que o período de duas semanas servirá para fechar este acordo e considera que a paz a longo prazo poderá estar próxima. Admite ainda que os pontos propostos pelo Irão constituem uma base viável para o arranque das negociações e acredita que todos os objetivos de Washington foram alcançados.

Numa publicação na sua própria rede social, o presidente norte-americano descreve o momento como um grande dia para a paz mundial e o início do que poderá ser uma era de ouro no Médio Oriente.

Perante o cessar-fogo, a televisão estatal iraniana celebrou o que considera ser uma vitória: “O Irão alcançou uma grande vitória e obrigou os Estados Unidos, o criminoso, a aceitar o plano de 10 pontos do Irão”.

Paquistão e Egito foram países decisivos na mediação das negociações, mas o The New York Times refere que a intervenção de última hora da China foi determinante para convencer o Irão a parar. Pequim depende em grande parte do petróleo iraniano, que passa pelo estreito de Ormuz.

Em reação, o presidente do Irão afirma que o acordo com os Estados Unidos se deve ao sacrifício de Khamenei e atribui também esta vitória ao povo iraniano, numa publicação na rede social X. Afirma que o país continua unido na defesa, na diplomacia e ao serviço da população.

Na sexta-feira, estão previstas negociações na capital do Paquistão para discutir o plano de 10 pontos apresentado por Teerão. Os Estados Unidos serão representados pelo vice-presidente JD Vance, acompanhado pelo enviado especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e pelo genro do presidente norte-americano.



SIC Noticias

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