A interrupção das rotas comerciais devido ao escalar do conflito do Médio Oriente leva os operadores do setor do azeite a procurar novas soluções, apontou o diretor executivo do Conselho Oleícola Internacional (COI), Jaime Lillo.
Este responsável, que falava aos jornalistas após a inauguração da Exposição Mundial do Azeite, em Madrid, lamentou os recentes ataques na região e apontou os constrangimentos logísticos causados ao setor.
“Do ponto de vista logístico, embora não sejam estas as áreas onde se concentra a maior produção, elas complementam-se uma vez que existe comércio entre as diferentes regiões”, sublinhou.
O comércio marítimo através do Estreito de Ormuz foi interrompido devido à guerra no Irão e à instabilidade no Médio Oriente.
“Veremos como os operadores encontrarão soluções e como conseguirão realizar a campanha comercial”, acrescentou.
Lillo incentivou ainda o setor a olhar para “todo o lado”, incluindo para a América Latina, destacando o acordo entre a União Europeia e o Mercosul.
Por outro lado, disse que a Ásia também oferece boas perspetivas de negócio, nomeadamente no Japão e na China.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
