Nuno Rogeiro analisa os últimos desenvolvimentos do ataque coordenado deste sábado entre os Estados Unidos e Israel ao Irão.

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Israel e Estados Unidos lançaram este sábado um ataque contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano“, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein e Qatar. Para Nuno Rogeiro, comentador SIC, a resposta iraniana foi o “pior erro do regime“.
“O regime iraniano tinha uma oportunidade de se defender sozinho e depois de fazer o papel do mártir contra a maior superpotência do mundo, os EUA, e o aliado israelita. Ao invés disso, resolveu destruir vários alvos civis em países vizinhos. Criou desnecessariamente um inimigo árabe”, começou por dizer.
Para Nuno Rogeiro, a eventual queda do regime iraniano poderá resolver apenas parte da crise. Persistem dúvidas sobre as consequências imediatas de um colapso do poder, além do facto de o sistema político iraniano não depender exclusivamente de uma única liderança, existindo já processos de sucessão em curso.
Para o comentador “ainda é cedo para avaliar o impacto militar dos ataques” , sobretudo perante a possibilidade de novos sistemas de armamento por utilizar.
“Ainda estamos nas primeiras horas de guerra. É preciso sabermos o que sobreviveu da máquina militar iraniana para podermos julgar e tentar saber se o Irão está destruído a nível militar ou se ainda tem truques na manga”, acrescentou o comentador.
Nuno Rogério destacou ainda a única condenação “veemente” aos ataques contra o Irão feita pela Rússia e relembrou os interesses de Moscovo.
“Há um grande tráfico de material militar. Até foi isso que colocou o irão como inimigo da Ucrânia”, rematou.
Recorde-se que Washington exige ao Irão que cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
