As Forças Armadas israelitas confirmaram o lançamento de projéteis do Irão e a ativação de sistemas de interceção. Relataram ainda que foram enviados alertas para os telemóveis dos residentes das áreas afetadas, instruindo-os a procurar abrigo.
FRANCESCO FOTIA
A Guarda Revolucionária do Irão anunciou este sábado, o lançamento da terceira e quarta vagas de mísseis contra território israelita e instalações militares dos EUA, em retaliação pelos ataques aéreos realizados por Israel e EUA.
“A terceira e a quarta vagas da Operação Verdadeira Promessa 4 foram lançadas consecutivamente contra alvos militares e de segurança dos EUA e do regime sionista, empregando mísseis mais avançados do que os utilizados na Operação Verdadeira Promessa 3, e com maior precisão e ferocidade”, declarou a Guarda Revolucionária em comunicado de imprensa.
Em concreto, o comunicado anunciou ataques com mísseis contra a base naval israelita no porto de Haifa, o estaleiro naval de Haifa, a base aérea de Ramat David, a sede do Ministério da Defesa em Hakeryat, o complexo militar-industrial de Beit Shams e o complexo militar-industrial de Ishtod.
“Os inimigos da nação iraniana devem saber que as próximas vagas serão mais precisas e várias vezes maiores do que as da Operação Verdadeira Promessa 3, baseadas na experiência anterior”, acrescentou.
As Forças Armadas israelitas confirmaram o lançamento de projéteis do Irão e a ativação de sistemas de interceção. Relataram ainda que foram enviados alertas para os telemóveis dos residentes das áreas afetadas, instruindo-os a procurar abrigo.
“As defesas não são impenetráveis e, por isso, as instruções do Comando da Defesa Civil devem continuar a ser seguidas”, alertou o exército israelita, desaconselhando a publicação de informações sobre a localização ou imagens dos impactos. Os militares divulgaram fotografias das operações de resgate após o ataque.
Entretanto, oito pessoas ficaram este sábado, feridas em ataques com mísseis e drones iranianos contra o Qatar, que também danificaram um sistema de radar na base militar norte-americana de Al-Udeid, perto de Doha.
“O Qatar foi alvo de 44 mísseis e oito drones”, disse à AFP um diplomata que falou sob anonimato, dando conta de “oito feridos, um dos quais em estado crítico”.
A maioria dos ataques foi intercetada, mas um sistema de radar de longo alcance foi atingido e danificado durante os disparos, acrescentou o diplomata.
Um homem ficou “gravemente ferido por estilhaços” na região de Telavive, depois de o Irão ter disparado mais uma salva de mísseis contra Israel, anunciou Magen David Adom (MDA), o equivalente israelita da Cruz Vermelha.
“Após os ataques com mísseis contra o Estado de Israel”, as equipas de resgate da MDA “estão a prestar cuidados médicos a um homem de aproximadamente 40 anos, gravemente ferido por estilhaços”, afirmou a organização de resgate num comunicado, acompanhado de fotos que mostram danos significativos na fachada de um edifício de vários andares.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou “eliminar ameaças iminentes” do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial“.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, já foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
