Atacado em várias frentes pelos Estados Unidos e Israel, o Irão ripostou contra bases militares que têm sido utilizadas para atacar o país, incluindo a base de Diego Garcia, no Oceano Índico.

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O fumo que se vê ao longe corresponde ao ataque de drone contra, ao que tudo indica, o edifício dos serviços secretos iraquianos em Bagdade, levado a cabo, segundo as autoridades locais, por grupos hostis, sem se saber ao certo se tiveram origem no Irão ou no próprio território iraquiano.
Já quanto aos ataques contra a capital do Bahrein e as bases militares de Ali Al-Salem, nos Emirados Árabes Unidos, e em Al-Minhad, no Kuwait, foram assumidos pela Marinha e pela Guarda Revolucionária do Irão como retaliações pelo uso dessas bases por parte dos Estados Unidos e de outros países para atacar o Irão, numa publicação na rede social X.
Situada a quase quatro mil quilómetros das costas iranianas, a base militar de Diego Garcia também foi visada, sem sucesso, pelo Irão, após se saber que o governo britânico deu autorização para que os Estados Unidos utilizem esta base estratégica no Oceano Índico. Desta vez, foi o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano a recorrer à rede social X para afirmar que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, está a colocar em risco a vida dos seus concidadãos e que o Irão tem direito a defender-se.
Por entre rumores de que Israel e os Estados Unidos estarão a preparar algum tipo de intervenção terrestre no Irão, as Forças Armadas de Israel garantiram que vão aumentar os ataques contra o país, depois de a central nuclear iraniana de Natanz ter sido atingida durante a noite.
O Irão ripostou contra duas cidades israelitas: Haifa e Telavive. As defesas aéreas israelitas conseguiram intercetar muitos, mas não todos os mísseis. Uma bomba de fragmentação atingiu vários edifícios num subúrbio da capital, incluindo um jardim infantil, mas não houve vítimas.
