[
Isaltino Morais acusa a Câmara da Amadora de “invadir” o concelho vizinho para a construção de urbanizações. A autarquia de Oeiras já iniciou uma intervenção no terreno com o objetivo de erguer uma “muralha” de árvores entre os dois territórios.
O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, intervém durante a inauguração da Unidade de Saúde Mental do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, equipamento composto por 12 gabinetes clínicos Psiquiatria/Psicologia/Enfermagem, sala de “Grupos Terapêuticos” e “Unidade de Dia”, para além de espaços de apoio administrativo.
MIGUEL A. LOPES
Isaltino Morais acusa a autarquia da Amadora de estar a “invadir” Oeiras, com a construção de urbanizações que “avançam para o território” do concelho vizinho na Serra de Carnaxide. O presidente da Câmara Municipal de Oeiras publicou um vídeo nas redes sociais para denunciar o caso.
“Existem já portões ilegais a partir de logradouros de habitações privadas que dão acesso direto ao território de Oeiras, algo que não podemos permitir que continue a acontecer”, afirma Isaltino Morais.
Segundo o autarca, há mais de três anos que a Câmara de Oeiras pede explicações à autarquia da Amadora, mas nunca obteve resposta.
“Há quem fale muito na proteção do ambiente e, neste caso concreto da Serra de Carnaxide, basta olhar em volta para perceber a diferença. Do lado da Amadora vê-se sobretudo construção; do lado de Oeiras, a serra mantém-se preservada e em estado natural”, diz Isaltino Morais.
Uma “muralha” de árvores
A Câmara de Oeiras já iniciou uma “intervenção no terreno” com o objetivo de criar uma “muralha” para “não se construir mais no território de Oeiras”. A muralha, no caso, é uma “linha arbórea que marcará de forma clara a divisão entre os dois concelhos e ajudará a salvaguardar este espaço natural”.
Apesar desta iniciativa, Isaltino Morais mostra-se confiante de que os problemas serão resolvidos de outra maneira: “Estou certo de que depois deste vídeo as câmaras vão-se entender”.
