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As Forças de Defesa de Israel afirmam que o Hezbollah está a planear um grande ataque de grande escala com rockets contra o centro e o norte de Israel nas próximas horas. Depois de anunciar operações terrestres limitadas, Telavive poderá estar a preparar terreno para uma invasão alargada do sul do Líbano.
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“Em muitos casos, os ataques aéreos israelitas destruíram edifícios residenciais inteiros em zonas urbanas densamente povoadas, tendo muitas vezes provocado a morte de vários membros da mesma família, incluindo mulheres e crianças”, afirmou Thameen Al-Kreetan.
A ameaça de julgamento por crimes de guerra não parece demover Benjamin Netanyahu, sobre quem já recai um mandado do Tribunal Penal Internacional.
Entretanto, há sinais de que a estratégia aplicada em Gaza poderá vir a ser replicada no Líbano.
“Nas últimas horas, identificámos um aumento nos preparativos da organização terrorista Hezbollah para lançar rajadas de rockets contra o território israelita. As Forças Armadas não permitirão que civis israelitas sejam atacados”, declarou Effie Defrin.
Nas últimas horas, as operações intensificaram-se no sul do Líbano. As Forças de Defesa de Israel dizem ter atingido infraestruturas militares ligadas ao Hezbollah, uma versão contrariada por habitantes locais.
Telavive admitiu que, à semelhança do que fez com túneis e estruturas do Hamas, pretende destruir posições do Hezbollah para impedir o regresso do grupo xiita pró-iraniano.
Apesar de serem apresentadas como operações terrestres limitadas, o site Axios avança que Israel planeia invadir toda a área a sul do rio Litani. A concretizar-se, será a maior operação terrestre desde a guerra de 2006.
Alemanha, Canadá, França, Itália e Reino Unido já alertaram para as potenciais consequências humanitárias devastadoras e para o risco de agravamento do conflito.
