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Israel mata menino palestiniano de 12 anos: “Terrorista que cruzou a linha amarela”


Guerra no Médio Oriente

Youssef, de 12 anos, morreu na sequência do impacto de um míssil disparado por um drone israelita em Jabalia, no norte do enclave.

Israel mata menino palestiniano de 12 anos: “Terrorista que cruzou a linha amarela”

HASEEB ALWAZEE/REUTERS

O Exército israelita matou uma criança palestiniana esta terça-feira depois de esta ter, alegadamente, cruzado a chamada “linha amarela” na zona norte da Faixa de Gaza.

“As tropas que operam no norte da Faixa de Gaza, em conformidade com o acordo de cessar-fogo, identificaram um terrorista que cruzou a linha amarela e se aproximou das tropas, representando uma ameaça iminente para a sua segurança”, refere nota militar divulgada esta terça-feira nos canais oficiais do Exército israelita.

“Após a identificação, as Forças de Defesa de Israel eliminaram o terrorista“, acrescenta a mensagem.

Segundo a agência palestiniana de notícias Wafa, a vítima mortal era Youssef Rassem Asaliya, de 12 anos, que morreu na sequência do impacto de um míssil disparado por um ‘drone’ israelita em Jabalia, no norte do enclave.

Num segundo comunicado, Israel informa ainda que, durante uma operação militar destinada a desmantelar “infraestruturas terroristas subterrâneas” na zona da “linha amarela”, foi localizado um depósito de armas alegadamente utilizado por milicianos do Hamas na brigada de Rafah.

O arsenal incluiria “uma grande quantidade de armas e um lança-granadas RPG [anticarro]”, bem como um engenho explosivo que “seria utilizado para atingir soldados que operam na zona”.

O que é a “linha amarela”?

Quase diariamente e apesar da trégua, Israel bombardeia ou dispara contra palestinianos que, alega, se aproximam demasiado das tropas posicionadas na “linha amarela”, uma demarcação não explicitamente definida onde continuam destacadas e a partir da qual mantêm ainda o controlo militar de mais de metade do enclave.

O número de habitantes de Gaza mortos por ataques israelitas desde a entrada em vigor da trégua ultrapassou no domingo os 600.

No total, desde que Israel iniciou a sua ofensiva em Gaza, em retaliação pelos ataques do Hamas em outubro de 2023, mais de 72.000 palestinianos morreram em ataques israelitas – entre os quais mais de 20.000 crianças – e mais de 171.700 ficaram feridos, muitos com amputações e lesões permanentes, segundo dados do Ministério da Saúde do Governo do Hamas no enclave palestiniano.



SIC Noticias

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