Os jornalistas da rádio e da televisão condenam terem sido excluídos das mudanças anunciadas para entrarem em vigor a partir de 30 de março e “rejeitam as alterações nunca negociadas e exigem a suspensão imediata do processo”, lê-se na nota do CR-Rádio, à qual a Lusa teve acesso.
Os jornalistas “não se reveem nas alterações, porque implicam o esvaziamento de marcas históricas consolidadas, perda de autonomia das respetivas redações e evidente prejuízo para todos os cidadãos e para a democracia”.
Os jornalistas, reunidos em plenário, rejeitam a uniformização das marcas RTP.
Estes não abdicam das marcas históricas incluídas no universo da Rádio e Televisão de Portugal: Antena 1, Antena 2, Antena 3, RDP África, RDP Internacional, Antena1 Açores, Antena 1 Madeira e Antena 3 Madeira, RTP 1, RTP 2, RTP Notícias, RTP Madeira, RTP Açores, RTP Internacional, RTP África.
“Os profissionais da RTP são os primeiros interessados na modernização da empresa e na melhoria do serviço público de informação da rádio e da televisão, mas continuarão atentos a todos os ataques que se façam à independência e democracia”, lê-se no documento.
No anúncio do plenário de hoje, o Conselho de Redação da Televisão (CR-TV) e o Conselho de Redação da Rádio (CR-Rádio) referiram que foi “apresentada aos jornalistas como consolidada uma nova imagem para o grupo RTP”, alertando para a “potencial perda de identidade e capacidade editorial”.
“Prevê-se que a mudança iniciada com a RTP Notícias (no canal de televisão e no website) se estenda até ao final deste mês com uma nova imagem dos vários canais de televisão e de rádio. No caso das marcas da Antena 1, Antena 2 e Antena 3, as alterações são profundas, porque deixam para um plano secundário estes títulos históricos em detrimento de uma marca única – RTP – introduzida no início de cada nome”, afirmaram em comunicado.
Os jornalistas presentes em plenário aprovaram a moção em que rejeitam a uniformização das marcas RTP, por unanimidade, com 118 votos.
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