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Novas revelações sobre a rede de Jeffrey Epstein aumentam a pressão sobre o Governo do Reino Unido. Documentos divulgados em Londres mostram que o primeiro-ministro terá ignorado alertas relacionados com a nomeação de Peter Mandelson, amigo de Epstein, como embaixador em Washington.
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Como “Jack e Rose”, se quisermos, DiCaprio e Winslet, Donald Trump e Jeffrey Epstein surgem em forma de estátua bem em frente à Casa Branca, numa pose icónica do cinema que transmite romantismo e euforia antes de um inevitável naufrágio.
Intitulada “King of the World” (“Rei do Mundo”, em português), a estátua de mais de três metros e meio é da autoria do coletivo de artistas anónimos Secret Handshake.
Starmer saberia das ligações de Mandelson a Epstein
No navio a afundar, que é a rede de Jeffrey Epstein, Peter Mandelson é a mais recente figura de proa. Documentos divulgados esta quarta-feira provam que o primeiro-ministro britânico Keir Starmer foi informado sobre o risco reputacional da nomeação de Mandelson como embaixador, face à proximidade deste com Jeffrey Epstein.
Apesar dos avisos, Mandelson foi para Washington e caiu nas graças da administração Trump. O charme diplomático não bastou, e foi demitido em setembro do ano passado, quando os detalhes da amizade com Epstein se tornaram públicos. Foi detido em fevereiro deste ano por suspeitas de má conduta em cargo público.
Alegadamente terá passado informações confidenciais a Epstein. O Governo britânico confirmou que vai divulgar mais documentos sobre o ex-embaixador nas próximas semanas.
Buscas em rancho que pertenceu a Epstein
E enquanto o poder treme em Londres, as autoridades procuram segredos enterrados no estado norte-americano do Novo México. O rancho Zorro, que pertenceu a Jeffrey Epstein, foi alvo de buscas. Suspeita-se que a propriedade tenha sido utilizada como local de recrutamento e alegado tráfico de menores.
E de volta à capital norte-americana, o Congresso dos Estados Unidos emitiu intimações para o advogado e o contabilista do antigo magnata e agressor sexual condenado. Darren Indyke e Richard Kahn terão de explicar o rasto da fortuna de Epstein e a gestão de um espólio que ultrapassa os 100 milhões de dólares.
