O Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa alertou, esta terça-feira, para a praga da lagarta do pinheiro, cujos urticantes “podem provocar reações alérgicas graves”.
Numa publicação feita hoje no Facebook, aquele serviço explica que a lagarta do pinheiro “é uma praga desfolhadora de pinheiros e cedros, perigosa para humanos e animais”, como processionária. O nome deve-se ao facto de se deslocar em fila, formando longas “procissões” quando desce das árvores para o solo, no final do inverno ou início da primavera, “onde se enterra e inicia a fase de pupa”.
“Entre janeiro e maio é possível observar longas filas de lagartas a deslocarem-se pelo solo”, nota a Proteção Civil.
Aquela autoridade explica também que o contacto com o lagarto do pinheiro pode ocorrer em parques urbanos, em jardins, na via pública ou em recintos de equipamentos escolares, sendo os sintomas mais comuns: irritação cutânea com comichão ou ardor, pele vermelha, inchaço, irritação ocular, vertigens, tosse e dificuldade em respirar
Já no caso dos animais de estimação, o contacto com a lagarta tem consequências igualmente graves, existindo casos de necrose da língua, sobretudo em cães.
Como prevenir?
• Afaste-se do local
• Não permita a permanência de crianças ou animais
• Informe a Proteção Civil, a Câmara Municipal ou os serviços regionais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Em caso de contacto ou sintomas, deve:
• Retirar e lavar a roupa a uma temperatura elevada
• Não esfreguar nem coçar
• Lavar a zona afetada com água fria corrente
• Remover os pelos urticantes com cuidado (por exemplo, usando um adesivo)
• Aplicar creme hidratante na zona exposta da pele
• No caso de reação mais grave, nomeadamente nos olhos ou sistema respiratório, dirija-se a um posto médico ou hospital
• Em casos muito graves, liguar para o 112.
Ainda de acordo com a Proteção Civil, caso suspeite que o seu animal tenha estado em contacto com o inseto, deve consultar imediatamente um médico veterinário.
“Os responsáveis por parques ou equipamentos escolares com árvores infestadas devem definir um perímetro de segurança e vedar o acesso à área afetada”, nota ainda.
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