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Lagarta do pinheiro: praga é especialmente perigosas para crianças e animais de estimação

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A lagarta processionária, comum nos pinhais portugueses, desce das árvores nesta época do ano e pode provocar reações graves em humanos e animais. Especialistas alertam para a necessidade de evitar o contacto e saber como agir em caso de exposição.

lagarta do pinheiro

Scacciamosche/Gettyimages

Apesar de ser uma espécie autóctone e essencial ao equilíbrio dos ecossistemas, representa um risco significativo para a saúde pública, sobretudo para crianças, pessoas alérgicas e animais de estimação.

O perigo está nos seus pelos urticantes, que contêm uma toxina capaz de provocar irritações na pele e nos olhos, além de reações alérgicas potencialmente graves. Estes pelos podem libertar-se para o ar quando as lagartas se sentem ameaçadas, o que aumenta o risco mesmo sem contacto direto.

Evitar o contacto é a principal recomendação

“O melhor é evitar frequentar locais onde haja presença deste inseto e, caso se encontre uma fila de lagartas, manter distância e deixá-las seguir o seu caminho”, referem especialistas ao El País.

Deve evitar-se circular ou permanecer debaixo de pinheiros afetados, sobretudo quando existem ninhos visíveis ou presença de lagartas no solo. O uso de roupa que cubra o corpo, bem como boné e óculos, ajuda a reduzir o risco em zonas expostas.

Em caso de contacto, é recomendado lavar imediatamente a zona afetada com água fria e evitar esfregar, para não espalhar os pelos.

Os casos mais graves incluem sintomas como inchaço da face, comichão intensa ou dificuldade em respirar, situações que exigem assistência médica urgente.

Cães estão entre os mais vulneráveis

Os animais de estimação, sobretudo cães, enfrentam maior risco, uma vez que tendem a aproximar-se ou ingerir as lagartas.

Os sinais de alerta incluem:

  • salivação excessiva,
  • inchaço do focinho,
  • dificuldade em respirar,
  • lesões na língua

Perante suspeita de contacto, os donos devem lavar a zona afetada com água morna ou soro fisiológico, evitar esfregar e procurar assistência veterinária com urgência.

Risco e o equilíbrio natural

O aumento da presença desta lagarta em algumas regiões reforça os alertas das autoridades, que defendem um equilíbrio entre a proteção da saúde pública e a preservação da natureza.

A regra é simples, não tocar, não interferir e manter distância.



SIC Noticias

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