Continua a aumentar a oposição ao Parque Eólico das Cachenas, um projeto que a Galp quer instalar em Odemira para alimentar a produção de hidrogénio verde. A população local lançou uma petição pública para impedir a construção do parque e levar o tema ao Parlamento. Já tem mais de quatro mil assinaturas.

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O projeto prevê a instalação de 19 aerogeradores, cada um com aproximadamente 200 metros de altura, a cerca de dois quilómetros da Praia do Malhão, em Vila Nova de Milfontes. Patrícia, por exemplo, vai vê-los a partir de casa.
Maria vive em Porto Covo. Está longe das torres, mas perto da linha de muito alta tensão prevista. Acredita que o projeto vai enfraquecer o turismo, um dos principais motores da região.
No final de janeiro, foi lançada uma petição online para impedir a construção do parque eólico, que vai alimentar a produção de hidrogénio verde em Sines. Já tem mais de quatro mil assinaturas.
Várias associações ambientalistas, como a ZERO e a Rewilding Sudoeste, também rejeitaram o projeto por incidir em zonas especiais de conservação.
Por enquanto, ainda não há luz verde nem chumbo definitivo. A Agência Portuguesa do Ambiente considerou insuficientes os documentos submetidos pelo promotor numa fase preliminar e pediu mais esclarecimentos antes de avançar na avaliação.
A Galp sublinha que todos os impactos serão avaliados numa fase seguinte, com o envolvimento das populações, e garante que estão previstas “medidas de minimização”.
