Economia

Legislativas na Hungria: eleições decidem este domingo continuidade ou fim do "reinado" de Orbán

[

Europa

Cerca de oito milhões de húngaros vão este domingo às urnas para umas eleições legislativas consideradas decisivas, com as sondagens a atribuírem vitória ao opositor Péter Magyar, pondo fim a 16 anos de Governo do ultraconservador Viktor Orbán.

Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria desde 2010, líder do partido Fidesz

Sean Gallup

O resultado está a ser aguardado com expectativa na Hungria, mas também em Bruxelas, já que Magyar (Tisza, centro-direita) prometeu reaproximar o país da União Europeia, enquanto o primeiro-ministro (Fidesz), próximo de Moscovo, centrou a campanha em ataques às instituições europeias e à Ucrânia, que acusa de ingerências externas.

As eleições de hoje vão escolher os 199 deputados do Parlamento, num sistema eleitoral misto: 106 deputados são eleitos em círculos uninominais e 93 em listas de partidos nacionais.

Concorrem, além do Fidesz e do Tisza, o movimento Nossa Pátria (extrema-direita), o único outro partido que poderá entrar no parlamento, segundo as sondagens, que indicam também que a Coligação Democrática (centro-esquerda) e o Partido do Cão das Duas Caudas (esquerda liberal e ecologista) não devem atingir o limiar mínimo dos 5% para conseguir eleger deputados.

Péter Magyar, líder do partido Tisza

Janos Kummer

Nos comícios de encerramento de campanha, no final da tarde de sábado, os líderes dos dois maiores partidos atraíram multidões: Orbán na capital húngara e Magyar em Debrecen (leste), a segunda maior cidade da Hungria.

As urnas abriram às 06:00 e encerram às 19:00 locais (menos uma hora em Lisboa).

O ato eleitoral será acompanhado por mais de 350 observadores, no âmbito de uma Missão Internacional de Observação das Eleições conjunta, da Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), do Gabinete da OSCE para Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR), da Autoridade Palestiniana da OSCE e da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE).

Loading…

A missão da Assembleia Parlamentar da OSCE inclui, de Portugal, os deputados Luís Graça (socialista e vice-presidente deste órgão) e António Rodrigues (PSD).

Nas legislativas de 2022, os observadores concluíram que os eleitores dispunham de “alternativas distintas” e que as eleições foram bem organizadas.

No entanto, notaram que “o processo foi marcado pela sobreposição generalizada das mensagens do governo e da coligação governamental, que esbateu a linha entre Estado e partido, bem como pelo viés mediático e pelo financiamento opaco de campanhas”.



SIC Noticias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *