As negociações sobre as alterações à lei laboral estão a dar sinais de aproximação entre o Governo, a UGT e as confederações empresariais.
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A garantia é dada pela ministra do Trabalho, que explicou que 80 artigos da proposta já estão consolidados, restando apenas 10 a 15 normas ainda em discussão, que são consideradas determinantes.
“Estamos basicamente em torno de entre 10 e 15 normas, o que significa que a proposta que temos em cima da mesa já é bastante diferente da proposta inicial. Pode-se dizer que é uma nova proposta”, afirmou Maria do Rosário Palma Ramalho.
Esta segunda-feira, a governante reuniu-se no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, para continuar o diálogo e reforçar a busca de consensos.
Após o encontro, a responsável frisou que, se houver acordo, será essa versão que o Governo levará à Assembleia da República, sublinhando que continua a dar “todo o espaço possível” para o entendimento com os parceiros sociais presentes.
A ministra destacou também que a CGTP não participa neste dossiê específico, mantendo a posição de rejeição total da proposta, mas que isso não afeta o trabalho do sindicato noutros dossiers da concertação social.
“Foi a CGTP que se colocou à margem e não fez qualquer pedido formal ao ministério para participar na reunião que teve hoje lugar”, assegurou a governante.
